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sábado, 13 de dezembro de 2014

Orixa Regente 2015



Regência do ano de 2015


   O Ano de 2015, segundo a astrologia, será Regido pelo Planeta Marte, Planeta que representa o orixá OGUM, sim o Grande guerreiro das demandas e dos caminhos, Patrono da umbanda, o senhor da Forja do Ferro.
   O Ano regido por esse grande Orixá, é um ano de batalhas mas principalmente conquistas.
   Em 2014 o Ano que foi e está sendo Regido por Xangô é um ano de julgamento, onde nossas atitudes estão na grande balança do orixá da pedreira, Ogum em 2015 vem montado em seu cavalo branco trazendo a conclusão de nosso julgamento, vem empunhando sua espada e nela executando a Lei sobre nossas ações.

COMO VAI SER A REGÊNCIA DE OGUM EM 2015
 

   Aqueles que plantaram sopros em 2014 colherão ventos em 2015, os que plantaram chuvas colherão tempestades, porém aqueles que semearam uma pequena luz colherão ótimos e quentes dias ensolarados assim é Ogum o Executor!
   Espiritualmente estaremos muito bem guardado, pois o Orixá do Ferro é um grande protetor e guardião de todos os caminhos! Climaticamente teremos um ano não tão quente com mais chuvas e mais umidade que este ano desértico de 2014!
   Além de Ogum em 2015 teremos a Influência de EXU o Orixá mensageiro, não aquele Exu entidade que trabalha em terreiros e sim Exú Orixá.
   Exu influenciará de forma aceleradora, onde teremos o nosso recebimento de forma muito Rápida.
   Orixá Ogum é o senhor da guerra, então o ano de Ogum é ano de batalha e vitória principalmente para seus filhos de cabeça e adoradores e Exú vem com força em aquisição de bens, melhoria de relacionamentos e aumento de salários, é um ótimo ano para desenvolver projetos e procurar novos horizontes. Quando existe esta união, Ogum e Exú, o ano promete muito, mas o trabalho é dobrado, procure utilizar as oferendas, banhos e proteções destes Orixás para este ano, que promete.


Patacori Ogum Iê, que venha a Força de meu Pai

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Sítios Vibratórios: Importância para o Médium Umbandista

Sítios Vibratórios: Importância para o Médium Umbandista


 
   Desde o advento da humanidade no globo terrestre, a natureza tem sido fonte inesgotável de recursos bio-energéticos para a criação, evolução e sedimentação dos vários organismos que a compõem. As antigas religiões orientais como o Bramanismo, Hinduísmo, Confucionismo, Budismo, além dos cultos Ameríndios e Africanistas, sempre valorizaram a natureza como essência catalisadora de energias para equilibrar a psico-fisiologia do ser humano.

   É da natureza que se extrai os elementos necessários ao reajustamento das faculdades bio-psico-motoras, tão importantes à mente, ao espírito e a parte corpórea. É na natureza que há uma maior interação entre o plano material e o astral. Em contato com rios, florestas, cachoeiras, mares, campinas etc., absorvemos as vibrações emanadas do Cosmo, que são recepcionadas por estes sítios de captação fluídico-espiritual. É na natureza que encontramos o habitat de certas formas espirituais, de evolução diferente dos seres humanos, chamados por alguns de gnomos, silfos, salamandras, ondinas etc., o que na Umbanda nomeamos Elementais ou Espíritos da Natureza.

   Os Elementais são os responsáveis pela manipulação etérea dos materiais existentes nestes sítios vibracionais, condensando partículas energéticas que muitas vezes são utilizadas por Caboclos, Pretos-Velhos, Exus e Crianças, dentre outros, para trabalhos de cura, desobsessão, neutralização de demandas e assim por diante.
 
   Tal importância têm os Elementais na dinâmica telúrico-cósmica que Allan Kardec, no Livro dos Espíritos, no capítulo destinado à categoria e classe dos seres espirituais, cita a existência de seres (os Elementais) responsáveis pela proteção, cultivo e manipulação de elementos atinentes aos diversos campos vibratórios.

   Com a anunciação da Umbanda no plano físico em 15 de novembro de 1908 pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, forma fixadas diretrizes para o correto e integral desenvolvimento desta Corrente Astral. Dentre estas diretrizes, encontramos o culto, o trato e o usufruto, por parte de médiuns e espíritos, dos benefícios alojados nestes logradouros naturais.

   O Caboclo das Sete Encruzilhadas sempre orientava quanto a importância dos trabalhos efetuados nos rincões da natureza, no tocante principalmente a limpeza, reajustamento e fortalecimento dos centros de força (chakras) e plexos nervosos, desintoxicação perispiritual, e assepsia da aura.

   Alguns pensam que as florestas, rios, mares, pedreiras etc. São lugares somente destinados a louvação dos Orixás, o que é um engano. Em realidade, quando nos direcionamos a estes lugares, somos nós, médiuns, que recebemos as graças e os cuidados que todo aquele que serve de medianeiro à ação dos espíritos bons necessita ter.

   Durante um gira ou sessão nos campos vibratórios, somos ofertados por nossos Guias e Protetores com uma contínua carga de fluídos positivos, cujos elementos constitutivos são retirados das flores, folhas, raízes, água doce, água salgada etc. Neste aspecto, o trabalho de nossos amigos espirituais é facilitado, pois estando seus aparelhos em contato direto com a natureza, e por isto sujeitos à influência das energias dali emanadas, a missão de impregnação fluídica positiva torna-se mais eficaz, o que seria difícil acontecer longe destes campos. Devido ao acúmulo de cargas eletromagnéticas densamente negativas sobre as cidades, produto do atual estágio consciêncial e comportamental das pessoas, os fluídos dos sítios vibratórios sofrem, quando direcionados a outro lugar, o ataque de energias negativas chamadas formas-pensamento e também de espíritos de baixa vibração (quiumbas desqualificados), que impedem, total ou parcialmente, que aquelas energias cheguem ao seu destino.

   Desta forma, a natureza constitui-se em fonte de equilíbrio, reequilíbrio, harmonização, desintoxicação, assepsia, imantação e caridade, frente aos trabalhos de Umbanda.


Salve as Forças da Natureza.


Salve a Umbanda.
Fonte: http://mironga.blogs.sapo.pt

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Dificuldades de um Terreiro de Umbanda



   Garimpando encontrei este texto que expressa muito bem o meu sentimento com relação a este assunto, espero que apreciem e principalmente reflitam.

   Hoje me peguei pensando nas dificuldades que existem em um terreiro de Umbanda, começando pela estrutura física, na dificuldade burocrática, na dificuldade de se encontrar e alugar um salão onde preencha as requisições mínimas que a prefeitura da região exija, fora que muitas pessoas não querem alugar seus estabelecimentos para terreiros porque acreditam que dependendo do que seja feito no local fique uma energia que pode ser tanto boa como ruim de acordo é claro com o que era praticado no local, também existe o abuso de muitas pessoas que quando ficam sabendo que o estabelecimento será alugado para um terreiro cobram aluguéis altos e colocam uma lista de regras que jamais existiriam se fosse para um aluguel comercial. E é claro fora o preconceito que é muitas vezes cruel, muitas vezes o zelador já está fechando o negócio quando ele comunica que será para um terreiro, o proprietário cancela na hora toda negociação, só quem passa e já passou por isso sabe o quanto é revoltante e desgastante. Não pelo direito do outro em si, mas pela discriminação jogada na cara. E mesmo os que têm seus estabelecimentos próprios precisam estar de acordo com esses requisitos básicos, caso contrário serão penalizados com multas severas.
   As exigências de uma prefeitura e vigilância sanitária são muitas. Alguns exemplos: No mínimo dois banheiros, saída alternativa em caso de incêndio, extintores no local, ventilação, higiene adequada etc. A casa deve estar regularizada e registrada nos órgãos competentes para que futuramente não sofra acusações de curandeirismo e charlatanismo. Respeitar a lei do silêncio para que não sofra perseguições da comunidade em volta. Mas tudo isso, tem custas. Um aluguel com todas essas normativas é alto e muitas vezes o terreiro não consegue custear tudo isso, devido às condições financeiras dos integrantes da casa.
   Nessas horas que vemos a estrutura e centralização e cooperação de todo um corpo mediúnico, porque eu particularmente acredito que a maior dificuldade é a financeira, tem médiuns que são extremamente prestativos e atenciosos quanto às dificuldades monetárias da casa em compensação têm outros que se você fizer um rateio para comprar uma toalha, por exemplo, inventa inúmeras desculpas, e sempre vem com aquele sorriso sem graça ah me desculpe esqueci. Alguns médiuns acham que o zelador tem que arcar com tudo, mas querem sempre o terreiro limpinho, cheirosinho, asseado, mas se esquecem que para a manutenção da casa vão muitos itens, se esquecem que como eles o zelador também muitas vezes tem suas dificuldades financeiras, tem suas contas para pagar e não vivem do terreiro, trabalham, tem seu salário suado todo mês. Tem médiuns que muitas vezes são os que menos ajudam, mas se chegarem ao terreiro e não verem um vaso flores, já começam a fazer o buchicho nossa o altar não tem uma flor, em muitos terreiros é sempre a mesma história sempre tem os mesmos a cooperar e os mesmos a encostar. As pessoas se esquecem que no exemplo de um vaso de flores não estão dando para os outros e sim estão dando em carinho e lembrança a seus orixás e que cada um deve zelar e ter esse carinho próprio. Fora que quem não quer ter uma casa bonita de axé. Já entrei em casas de extrema humildade, limpinhas, asseadas, mas que não faltava uma florzinha nos pés de oxalá, como também já entrei em terreiros que parecia uma casa abandonada sem dono, com flores de plástico sujas, imagens poeiradas, entregas velhas fedendo. Será que nesses lugares há presença espiritual realmente de espíritos de luz. É realmente vergonhoso entrar nesses terreiros ver filhos lá dentro que nada fazem. Muitas vezes casas numerosas, mas que filhos de fé mesmo nenhum.
   Hoje enfrentamos o preconceito e a intolerância uma das maiores dificuldades, quantos de nossos irmãos e irmãs perderam oportunidades de trabalho porque assumiram sua fé e foram discriminados e excluídos. Hoje vemos igrejas evangélicas até de madrugada fazendo seus cultos há tantas horas, com microfones e caixas de som altíssimas, e ninguém fala nada, mas vai um terreiro e quebra a lei do silêncio, que até viatura aparece. A lei do silêncio sou a favor que seja respeitada, mas a lei tinha que ser para todos pelo menos seria a ética da lei. Mas sabemos que nos bastidores não é bem assim.
   A ingratidão é uma outra dificuldade que principalmente os médiuns novos possuem no lidar, porque dói você ver que sua entidade ajudou uma pessoa, ela conseguiu seus intentos mas um dia você está passando na rua e cruza com a mesma pessoa, ela muda de calçada abaixa a cabeça fingindo que não te viu. Mas isso faz parte da Umbanda e devemos saber conviver com isso e ter a humildade do entendimento que as pessoas só dão o que os seus corações estão cheios. Jesus também deu muito, e foi crucificado em uma cruz.
   A Umbanda é para todos, mas só permanece quem tem força e garra, porque muitos desistem quando se deparam com as dificuldades, ser umbandista não é para qualquer um é para gente de fé, gente guerreira.
   Mas a Umbanda é mãe zelosa e mesmo para aqueles que lhe viram as costas quando se arrepende ela os agrega com a bondade e caridade de que lhe é típica. Muitos zeladores às vezes falam estou aprendendo a separar o grão do trigo, mas sabemos que não é bem assim que mérito teria dar remédio aos sãos.
   Muita gente quer ser médium, quer incorporar, mas quando vê que não são flores se perdem no caminho, médiuns sérios, idôneos, comprometidos ai está uma grande dificuldade de um terreiro, porque infelizmente existem muitas pessoas que ainda não entenderam o que é ser médium, mediador de algo maior, não sabem serem instrumentos e se acham apenas tocadores de banda, que não aceitam uma crítica, não querem seguir uma doutrina, querem fazer o que bem entendem usando a roupagem que não lhes pertence, que é das suas entidades. Querendo méritos que não são seus. O maior mérito de um médium é ele ser humilde e saber que é instrumento de uma causa maior.
   Enfim um terreiro pode ter suas dificuldades, mas não lhe pode faltar objetivo e meta, garra e força, fé e amor pelos Orixás porque isso já basta para vencer. E antes de cobrar algo, procure se conscientizar se está fazendo sua parte para melhorar.


Cristina Alves
 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

ASSEDIO ESPIRITUAL






   Garimpei um ótimo texto sobre o assunto que gostaria de compartilhar com vocês, sei que é uma das duvidas que os médiuns carregam, e assim espero estar contribuindo para esclarece-la.

Boa leitura:


Assédios Espirituais


   É muito importante entendermos que nos casos de obsessão ou assédio, sempre há sintonia psicoemocional entre os envolvidos.


   Para que um espírito possa influenciar alguém, transmitindo-lhe ideias ou induzindo essa pessoa a se comportar de determinada maneira, a semelhança de pensamentos e sentimentos (no caso, emoções) entre ambos é fundamental. A pessoa até pode sentir a energia desequilibrada de um espírito atingi-la (e se proteger disso), mas para que o assédio ou obsessão se estabeleça de fato, o desencarnado irá reforçar uma ideia ou emoção que o assediado tenha. Ou seja, a raiz do problema está na “vítima”...


   Portanto, todo trabalho de desobsessão deve vir acompanhado por um tratamento de orientação psicoemocional, com base nos princípios do Espiritismo (no caso do tratamento ser em um centro espírita). Muitas vezes, é fundamental também uma orientação psicológica profissional, pois os ensinamentos do Evangelho são um código moral-espiritual e não um tratamento psicológico. Cada área deve cuidar dos seus limites, sendo que o paciente, sim, deve buscar um tratamento integral.


   Outra questão importante é entender que a obsessão apresenta graus variados, que vão da simples influenciação – assédio energético (vampirismo) – à subjugação (mais raro). Vejamos:


   “Entre os escolhos que apresenta a prática do Espiritismo, cumpre se coloque na primeira linha a obsessão, isto é, o domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas. Nunca é praticada senão pelos Espíritos inferiores, que procuram dominar. Os bons Espíritos nenhum constrangimento infligem. Aconselham, combatem a influência dos maus e, se não os ouvem, retiram-se. Os maus, ao contrário, se agarram àqueles de quem podem fazer suas presas. Se chegam a dominar algum, identificam-se com o Espírito deste e o conduzem como se fora verdadeira criança. A obsessão apresenta caracteres diversos, que é preciso distinguir e que resultam do grau do constrangimento e da natureza dos efeitos que produz. A palavra obsessão é, de certo modo, um termo genérico, pelo qual se designa esta espécie de fenômeno, cujas principais variedades são: a obsessão simples, a fascinação e a subjugação.“ – Allan Kardec, O Livro dos Médiuns, capítulo XXIII.


   Assédios são muito mais comuns que as obsessões mais complexas, propriamente ditas. Por exemplo: Um sujeito tem tendência para usar a bebida alcoólica como fuga psicológica das dificuldades que enfrenta. Ele passa na frente de um bar, vê a bebida, pensa no ato de beber e sente o desejo, pois imagina que ao beber sua angústia será amenizada. Este sujeito pode até tentar mudar o rumo dos pensamentos, passar direto... mas, alguns espíritos na mesma carência por álcool, atraídos por sua psicosfera (a aura, formada pelo que sentimos e pensamos), passarão a induzir a “vítima”, num processo de simbiose, que no início pode ser mais sutil, mas que irá se fortalecer conforme o encarnado for se permitindo alimentar os pensamentos e emoções induzidos. Então, o que era um pequeno desejo passa a se tornar algo irresistível. Inevitavelmente, esta pessoa irá voltar a beber, cedo ou tarde, se o processo persistir.


   A maneira como um assédio deste tipo ocorre varia... Escreverei mais sobre isso futuramente. Mas, somos nós os principais responsáveis pelo direcionamento de nossas vidas.


   Assuma o controle! Busque auxílio espiritual e orientação profissional. Faça as escolhas e mudanças necessárias em sua vida, para não ficar o tempo todo em uma auto obsessão. Autoconhecimento e reforma íntima são o caminho para a sabedoria. Paz e amor!


 
Escrito por Victor Rebelo

terça-feira, 10 de junho de 2014

13 de Junho Salve EXÚ, Salve Santo Antônio




  
   Exu é ativador de nossos merecimentos. É o que propicia nossas vitórias e nossas derrotas, pois nem sempre sabemos lidar com a vaidade, o ego, o egoísmo e a soberbia que aflora de forma acentuada quando se conquista algo ou alguém. Exu é quem abre nossos caminhos, mas também fecha, tranca e acorrenta nossa vida quando nos encontramos desequilibrados e viciados numa maldade e numa possessão sem fim. Isso é a Lei e assim é EXU!

   Exu é a força que atua sobre o negativo de qualquer pessoa tentando equilibrar essa ação. É aquele que faz o erro virar acerto e o acerto virar o erro. É aquele que escreve reto em linhas tortas, escreve torto em linhas retas e escreve torto em linhas tortas.

   Mesmo nos momentos em que nos vemos no meio do caos, Exu sabe fazer com que a ordem prevaleça. Exu não gosta de displicência e de injustiça, não aceita nada mais e nada menos do que lhe é de direito e de dever.

   Exu não faz, não participa e não orienta nenhum tipo de magia negativa, Exu é Mago Realizador por excelência, e conhece absolutamente tudo sobre magia. No entanto, conhece também a Lei Divina e a cumpre com perfeição a cada momento. Magia negativa é ação do homem que deseja mais do que pode, deve e merece. Exu dá e faz somente aquilo que for de merecimento e de necessidade para o Ser, segundo a Lei Divina.

   EXU, palavra iorubá (Èsù) pode ser traduzida como “esfera” representando o infinito, o que não tem começo nem fim e que está em todos os lugares, no Tudo e no Nada.

   Ele é o “mensageiro”, recebe e leva os pedidos e as oferendas dos seres humanos ao Orum, o céu. É o Senhor dos caminhos, das encruzilhadas, da entrada e da saída. É o movimento inicial e dinâmico que leva à propulsão, ao crescimento e à multiplicação.

   São espíritos iluminados que, de forma muito peculiar, conhecem nosso íntimo e nossa conduta muito mais que nós mesmos.


   Posto Abaixo dois vídeos esclarecedores sobre Exu, de uma palestra do Irmão Rodrigo Queiroz:


 EXU é Força, é Poder, é Proteção!

EXU – A Mão Esquerda do Criador



quinta-feira, 22 de maio de 2014

Dia 24 de Maio dia de Louvar a Mãe do Fogo Divino

SALVE ORÔ INÁ NOSSA AMADA MÃE EGUNITÁ

 



   Egunitá é um trono cósmico, negativo, ativo, consumidor dos desequilíbrios, das injustiças e dos vícios. Suas ondas são irradiadas por propagação e seu fator consumidor imanta o que está desequilibrado, purificando e queimando sentimentos negativos, energias desequilibradas e injustiças ou vícios emocionais. Ela é em Si o Fogo Divino da Purificação. Observem que Egunitá se irradia de formas diferentes: ela é cósmica e é o Orixá que ocupa o pólo magnético negativo da linha elemental pura do fogo, onde polariza com Xangô. Já em seu segundo elemento, o ar, ela polariza com Ogum e atua como pólo negativo, ativo, da linha da LEI Divina. Egunitá aplica a JUSTIÇA nos campos da LEI MAIOR e é extremamente ativa, ela transforma os seres desequilibrados com suas irradiações consumidoras que os esgotam até que tenham descarregado seus emocionais desvirtuados e suas consciências desordenadas.
   Egunitá, como irradiadora da chama cósmica e purificadora da Justiça Divina, atua sobre os seres movidos por paixões avassaladoras em qualquer um dos campos da vida e os incandesce (acende) até o ponto em que começam a consumir a si próprios. Nos casos de desequilíbrios mentais, ela retira todo o calor (energia ígnea) do corpo energético do ser e ele se resfria de imediato (paralisa), tornando-se frio e escuro (egum).
   Ela purifica os meios ambientes religiosos (templos), as casas e o interior das pessoas, magias, injustiças, etc.. Quando evocamos Ogum para atuar a nosso favor e nos defender das investidas dos seres desequilibrados, poucos sabem disso, suas hierarquias luminosas ativam seus pares opostos assentados nos pólos magnéticos negativos da irradiação da Justiça Divina, ou seja, ativam as senhoras Egunitás.
   Na Umbanda ela é sincretizada com Santa Sara Kali, a Santa Padroeira dos Ciganos, é também o Orixá que rege esta Linha de trabalho.

 
Vamos Saldar a Rainha do Fogo, nossa Mãe Egunitá, Kaliê minha Mãe




 

domingo, 6 de abril de 2014

Salve Ogum Iara

23 de Abril, dia de saudar o guardião de nosso Congá


Se meu pai é Ogum
vencedor de demanda
quando vem de Aruanda
é pra salvar filhos de Umbanda
Ogum, Ogum Iara
Ogum, Ogum Iara
Salve os campos de batalha
Salve as sereias do mar

Dia 23 de abril, comemora-se o dia de São Jorge na Igreja católica, santo guerreiro sincretizado na Umbanda com nosso amado Orixá Ogum, senhor das nossas guerras e batalhas, ele é quem nos dá a força necessária para continuarmos sempre em frente, mesmo apos uma queda, ele nos oferece sua mão forte para nos levantar e nos colocar novamente no rumo de nossa evolução.
Aqui em nossa casa temos como amado mentor e guardião, Ogum Iara, que tenho a sorte de ter minha coroa regida, Senhor Ogum Iara que alem de de sua natureza aguerrida ainda carrega o amor característico de nossa mãe Oxum. Um pai austero, forte e ao mesmo tempo amoroso e assim ele nos ensina a caminhar nessa difícil Jornada, que é a vida nesse maravilhoso mundo de expiações e oportunidades, para quem as sabe aproveitar.
Abaixo publico um texto que garimpei, que fala um pouco mais desse amoroso Pai.

Salve Ogum, Salve Ogum Iara


OGUM IARA



   Temos aqui uma das muitas formas de Oguns dentro da Umbanda, um de seus pontos assim nos diz:
“Ogum Iara, quando era menino, em seu cavalo branco ele foi guerrear, ele guerreou, lá na sua banda e na nossa banda ele venceu demanda”.
Vemos nessa entoação, toda a bravura desse guerreiro, sua forma destemida de encarar as demandas, sejam elas no plano espiritual ou material.

Mas, quem é Ogum Iara?

   A palavra Iara em tupi guarani, se traduz segundo alguns estudiosos, como Senhor, Proprietário, e a palavra Ogum significa O Guerreiro, ou ainda Aquele que faz guerra. Assim sendo temos uma tradução lógica de Aquele que é senhor da guerra.
   Muito se fala em Ogum como grande guerreiro, mas às vezes nos esquecemos de que ele também é ligado às irradiações femininas, como no caso de Ogum Iara, que trabalha com a radiação da deusa Oxum. Ele une suas forças, com as de Oxum e ainda segundo alguns mais velhos nos preceitos da Umbanda, seria ele, o guardião das cachoeiras de Oxum, juntamente com     Ogum das sete cachoeiras.
   Assim sendo esse Ogum trabalha com o poder de purificação e transformação do fogo, e com o encantamento das águas doces, que são capazes de nos livrar de todos os males.
   Ogum Iara ainda é associado para alguns à Iemanjá, por ser ela, nas crendices africanas uma sereia, mas vale a pena lembrar que Iara é a sereia encantada de nossos índios, aquela que em noites de luar, vive a cantar nas margens dos rios e onde mora. Também é conhecida como mãe d’agua pelos nossos índios.
   Conta sua história que antes de ser transformada em sereia, Iara era uma índia guerreira, a melhor que já tinham visto naquelas tribos. Porém, ela era invejada por seus irmãos, pois seu pai vivia cobrindo-a de elogios, tanto por sua beleza como por sua valentia.
   Certo dia, cansados de tanto ouvirem elogios à sua irmã e desejando tomarem seu lugar, planejaram matá-la e logo puseram seu macabro plano em ação.
   Certa noite adentraram em sua tenda logo após ela dormir para darem cabo de sua vida, mas, como ela tinha ouvidos aguçados, escutou-os e para que sua vida não fosse tirada, teve que matar seus irmãos, fato consumado, ela fugiu com medo de seu pai que era um valente pajé.
   Tão logo soube da morte de seus outros filhos e do desaparecimento de sua filha, ligou os fatos e decretou uma caçada impiedosa a Iara.
   Após sua captura, ela foi condenada, a morrer afogada e foi jogada no local onde os rios Negro e Solimões se encontram para que ali morresse. Mas, os peixes penalizados com sua situação, a trouxeram de volta para a margem poupando assim sua vida. Eis que era uma noite de lua cheia, e ao seu clarão, ela foi transformada em sereia.
   Por ser guerreira, ela passou a caminhar juntamente com Ogum e assim este passou a ser conhecido como Ogum Iara. Como Ogum opera a força viva do fogo, e Iara comanda as forças do rio, passaram a juntos formarem essa qualidade de Ogum.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.