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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Quanta Ignorância do Saber



“- Ah! Como é bom frequentar um terreiro!
- Nossa! Quanto conhecimento os Dirigentes do Centro têm, que maravilha e que grande oportunidade de estudo e evolução espiritual.
- Nunca mais sairei deste lugar … aqui é minha Casa … me encontrei! ”

E na primeira advertência…


“- Está vendo, estou sendo perseguido, me passa seu telefone para conversarmos melhor…”
E assim se dá o início de uma grande fofoca, mostrando o lado ignorante do Ser, que acarretará em “ataques”, desequilíbrios e com certeza o afastamento desses médiuns da Casa. É a MALDADE mascarada de amor, de boa intenção, de incompreensão e de vitimismo. Logo em seguida vem o julgamento, a vaidade, a prepotência, a falta de lealdade e de coragem de tratar de seus questionamentos com aqueles que lhe ergueram, ajudaram e ampararam. Momento em que esquecem de tudo e de todos, do carinho, da atenção, do cuidado, do tratamento, dos ensinamentos, das anulações negativas que envolviam as suas vidas, das portas que lhes foram abertas e até mesmo aquilo que recebeu da Espiritualidade através de um trabalho sério executado por seus Dirigentes, pelos Orixás e Guias Espirituais que sustentam aquela Casa.
Naturalmente a energia torna-se intensamente negativa, o elo da corrente começa a se quebrar e apesar dos Dirigentes sempre serem os últimos a saber, afinal não têm bolas de cristal, a Lei Divina existe e é onipresente. Os Caboclos, Pretos Velhos e Exus, como grandes Espíritos de Luz que são, começam a avisar e a intuir os Dirigentes da Casa e chegam até a afastar as Entidades de Luz dos tais médiuns começando a permitir que os ‘quiumbas’ tomem conta dele, é a “Lei da Afinidade”. E aí começa aflorar o lado obscuro de tais médiuns e percebemos o que é a ignorância do saber. A vaidade começa a se sobrepor e nesse momento o médium julga-se o “mais sabido” do Terreiro, acreditando que tem um “Grau” acima, como se tudo isso fosse um grande picadeiro de artistas e palhaços que precisam de aplausos para poder praticar uma boa ação, incapaz de realizar qualquer outro tipo de tarefa dentro da grandeza que é o trabalho espiritual e de caridade.
“– Eu, Cambonar?!? Não! Então peço licença … “ Isso é o que os Dirigentes ouvem por tentar preservar o tal médium que está em total desequilíbrio, por saberem da responsabilidade que é ter uma Casa cheia de consulentes que vêm em busca de ajuda e por conhecerem um pouco sobre o plano astral inferior. Chegamos à conclusão de que tudo que lhe foi ensinado só serviu para bajulações e subordinações no momento de interesses próprios. Que adianta ter pilhas de livros e anos de estudos para aprender a contar mentiras, ser egoísta, vaidoso e prepotente? Ser assíduo nos trabalhos espirituais não serve para nada se o médium não for leal e verdadeiro consigo mesmo, com os irmãos, com os Dirigentes e principalmente com a Espiritualidade Divina. Espiritualidade essa que ensina o que realmente se tem que aprender, é ela que nos momentos de consultas alheias mostra como se deve ser e agir e nem assim aprendem.
Quanta ingratidão! Que despreza e apedreja hoje quem os beneficiou ontem. Quanta ignorância do saber. Quantos índios julgando-se caciques. Quanta falta de humildade, de verdade, de lealdade e de capacidade de respeitar aquilo que nos é Divino, a ESPIRITUALIDADE. Será que esses médiuns não sabem que são os Orixás os verdadeiros donos do Terreiro? Será que não sabem que os Dirigentes são preparados por anos para agirem somente como instrumento dos Orixás, e que por isso são intuídos 24 horas por dia de como devem proceder? Será que não sabem que podem mentir e enganar o quanto quiser os Dirigentes, mas nunca a Espiritualidade? Será que não sabem que a Espiritualidade é sábia e nada passa despercebido por Ela?

segunda-feira, 17 de junho de 2013

ESTAMOS CONSTRUINDO NOSSO TEMPLO TIJOLO POR TIJOLO



   Caros irmão de fé, estamos precisando reformar nosso Templo para transforma-lo em um lugar cada vez mais aconchegante aos seus frequentadores, sabemos que sozinhos não conseguiremos vencer mais este desafio.
   Então venho pedir a ajuda de meus irmão internautas para que esse nosso desejo se realize, na direita do blog temos um botão para doações, para quem puder nos auxiliar com qualquer quantia para compra de materiais de construção.
   Somos uma entidade sem fins lucrativos e nossa renda depende exclusivamente das doações de boas almas para assim mantermos nossos trabalhos de ajuda funcionando, para que agora, com sua ajuda, em um ambiente mais aconchegante a todos.
   Agradecemos a todos que puderem contribuir e pedimos que nossos divinos Orixás iluminem sua jornada, retribuindo e multiplicando em muito sua ajuda.

Saravá a todos

Luis

domingo, 16 de junho de 2013

AMOR INTERMINÁVEL

 
 
AMOR INTERMINÁVEL
 

Em um de seus poemas, Vinicius de Moraes escreveu: Seja o amor eterno enquanto dure...

O verso tem fornecido oportunidade para que os que dizem amar, rapidamente desfaçam laços que parecia iriam ultrapassar os tempos.

Tem se tornado comum dizer que o amor passa. E nos indagamos: Será mesmo?

Será o amor assim tão efêmero, passageiro?

A história de Mary e Tom Fish demonstra que o verdadeiro amor resiste a tudo.

Eles se casaram num dia de maio de 1994 e, nos primeiros meses, tudo era um mar de rosas. Juntos pintaram, decoraram e mobiliaram a casa.

Mary fez as cortinas, Tom plantou rosas. Ele era um homem atlético e, quando mais jovem, adorara escalar montanhas.

Mary, despreocupada e satisfeita, esperava que os desafios que tivessem que enfrentar juntos viessem sob a forma de filhos e mudanças de vida.

Mas, em fevereiro do ano seguinte, Tom começou a não se sentir bem. Ele estava no trabalho, tentou tirar um refrigerante da geladeira, mas não conseguiu levar a mão à porta.

Exames médicos indicaram dois tumores cerebrais muito agressivos. O médico anunciou a gravidade, marcou a cirurgia para o início da semana seguinte e descreveu, com voz fria, os procedimentos.

O casal olhou um para o outro. Tom começou a dizer: Desculpe, desculpe. Como se desejasse expressar o quanto sentia estar causando a ela tanta preocupação.

Ele passou por cirurgias, radioterapia e quimioterapia, alternando momentos bons com outros bem difíceis, em que tinha dificuldade para pronunciar certas palavras e Mary precisava descobrir o que ele desejava dizer.

Voltaram-se para Deus, em oração. Certo dia, Mary sugeriu que eles recitassem em voz alta os votos matrimoniais que tinham escrito.

Enquanto ela se esforçava para recordar o que escrevera, Tom recitou: Eu, Tom, aceito você, Mary Catherine, tesouro de meu coração e minha companheira querida, para ser minha mulher, amante e amiga, para viajar pela vida comigo, até além do fim do caminho.

Eu a amarei, consolarei e honrarei, na alegria e na tristeza, todos os meus dias.

Um dia, fazendo a maior bagunça para se alimentar, ele perguntou: Amor, como você se sente diante da possibilidade de eu me tornar deficiente?

Com sinceridade absoluta, ela falou: Meu amor, você é a minha vida. Tudo que eu quero é que você continue comigo. Posso enfrentar qualquer problema.

Comemoraram um ano de sua união, comendo a parte de cima do bolo da festa do casamento, que haviam guardado, no congelador, especialmente para a ocasião.

No começo, ela desejou que ele voltasse a ser saudável; depois, pedia que ele vivesse mesmo com as deficiências; então, precisou aceitar o fato que ele iria morrer.

Finalmente, Mary se deu conta de que tudo que podia fazer era ajudá-lo espiritualmente.

Quando Tom se foi, ela escreveu: Sei que o amor resiste à dor e ao infortúnio. Se fôssemos capazes de escolher um sentimento que perdurasse acima de todos os outros, haveria escolha melhor?

Pensemos nisso: o amor é o maior dos sentimentos. O amor nunca acaba.
 
 

por: Redação do Momento Espírita, com base no artigo Um amor interminável, de Mary Catherine Fish, da revista Seleções Reader´s Digest, edição especial de aniversário [70 anos]. Do site: http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3848&stat=0
 
 

domingo, 9 de junho de 2013

LINHAS DOS TRABALHADORES DE DIREITA NA UMBANDA


Crianças

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   Estas entidades representam a alegria, a sinceridade, a inocência, tudo que é puro.
   São o arquétipo das crianças, são alegres, travessos, manhosos, cheios de dengo e manias. São a síntese da pureza.
   São Ligados ao trono do Amor, Oxum e Oxumaré, e tratam todos como Tios e Tias, sempre pedindo suas bênçãos.
   Usam seus apetrechos como chupetas, bonecas, carrinhos, bonés, marias-chiquinhas, travesseiros, talco, etc., para quebrarem magias e restaurar Aura e as energias dos consulentes. 
   Sempre quando estão em terra esperam muitos agrados, adoram doces, guloseimas, balas, pirulitos e adoram um grande bolo todo confeitado e um "Parabéns à você" para eles cantarem e apagarem as velinhas, sempre com muita brincadeira e alegria.
   São entidades de grande sabedoria, que entre brincadeiras soltam as "verdades" que muitas vezes precisamos ouvir, estes seres na maioria das vezes são encantados da natureza sendo muito raros os espíritos humanos.
   Para agradá-los sirva uma boa porção de doces regados a bastante mel, num parque ou num jardim bem florido. Com certeza eles virão para ouvir seus pedidos.
 
    " Vinde a mim as criancinhas, pois delas será o reino do céu "

Data comemorativa: 27 de Setembro
Sincretismo: São Cosme, Damião e Doum, assim como São Crispim e Crispiniano, segundo a Lenda Foram filhos de Ogum 7 crianças Tendo ainda como irmãos Talabi e Alaba
Dia da Semana: Domingo
Guias: Cor Rosa e Azul Claro
Flores: Flores de Jardim
Local: Jardins, praias, cachoeiras e matas e praças com brinquedos. 


Pretos-Velhos
Os Mensageiros de luz da Umbanda

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   Pretos-velhos são espíritos que se apresentam em corpo fluídico de velhos africanos que viveram nas senzalas como escravos que morreram no tronco ou de velhice, e que sempre muito emocionados adoram contar as histórias do tempo do cativeiro. Sábios, ternos e pacientes, dão o amor, a fé e a esperança aos "seus filhos".   
   São entidades desencarnadas que tiveram pela sua idade avançada, o poder e o segredo de viver longamente através da sua sabedoria, apesar da rudeza do cativeiro demonstram fé para suportar as amarguras da vida, consequentemente são espíritos guias de elevada sabedoria trazendo esperança e quietude aos anseios da consulência, que os procuram para amenizar suas dores, ligados a vibração de Omolu e de outros Orixás, são mandingueiros poderosos, com seu olhar perscrutador sentado em seu banquinho, fumando seu cachimbo, benzendo com seu ramo de arruda, rezando com seu terço e aspergindo sua água fluidificada, demandam contra o baixo astral e as suas baforadas são para limpeza e harmonização das vibrações de seus médiuns e de consulentes. Muitas vezes se utilizam de outros benzimento, utiliza-se também de vinho moscatel.  
   São os Mestres da sabedoria e da humildade. Através de suas várias experiências, em inúmeras vidas, entenderam que somente o Amor constrói e une a todos, que a matéria nos permite existir e vivenciar fatos e sensações, mas que a mesma não existe por si só, nós é que a criamos para estas experiências, e que a realidade é o espírito. Com humildade, apesar de imensa sabedoria, nos auxiliam nesta busca, com conselhos e vibrações de amor incondicional. Também são Mestres dos elementos da natureza, a qual utilizam em seus benzimentos.
  
Os Pretos Velhos: Os espíritos da humildade, sabedoria e paciência.
Data Comemorativa: 13 DE MAIO.
Guias: CRISTAL/VIDRO/LOUÇA PRETA E BRANCA,  SEMENTES COMO LAGRIMA DE NOSSA SENHORA, FIGAS E CRUZEIROS.
Dia da Semana: SEGUNDA FEIRA.
Local: CRUZEIROS DO CEMITERIOS E IGREJAS E ONDE SE CLAMAM AS ALMAS                                      
  
 
Caboclos   



   Os Caboclos na Umbanda são entidades que se apresentam como indígenas, agrupados por falanges sob a linha do Orixá Oxóssi.
   As entidades assim denominadas que se apresentam nos terreiros são espíritos com um certo grau espiritual de evolução. Dependendo da irradiação do Orixá que trabalham, trazem características diferenciadas, tanto na incorporação como nos tipos dos trabalhos.
   Geralmente se utilizam de charutos para provocar a descarga espiritual de seu médium e também do seu consulente. Assim como se utilizam de ervas e raízes como remédios. Alguns assoviam, outros bradam no ato da incorporação, fazendo a comunicação entre eles. Costumam ser bastante sérios nos seus conselhos. São considerados entidades guias, portanto, grandes trabalhadores dos terreiros, sendo muito úteis na limpeza astral e física.

 
Data comemorativa: 20 de Janeiro
Sincretismo: São Sebastião
Dia da Semana: Quinta feira
Guias: Cor Verde de cristal de louça ou vidro, assim como sementes e dentes de animais.
Flores: Samambaia, folhagens e frutos em geral.
Local: Matas e florestas.       
 
 
Boiadeiros



   São espíritos de vaqueiros, posseiros, capatazes, cangaceiros e espíritos afins. Sabem que a prática da caridade os levará a evolução.
   Formam uma linha mais recente de espíritos, são rudes nas suas incorporações, com gestos velozes e pouco harmoniosos. Sua maior finalidade não é a consulta como os Preto-velhos, nem os passes e muito menos as receitas de remédios como os caboclos, e sim o “dispersar de energia” aderida a corpos, paredes e objetos, para isso se utilizam de seus laços e chicotes astrais.
   Quando bradam alto e rápido, com tom de ordem, estão na verdade ordenando a espíritos que entraram no local a se retirar, assim “limpam” o ambiente para que a prática da caridade continue sem alterações, já que a presença desses espíritos muitas vezes interferem nas consultas de médiuns conscientes. Esses espíritos atendem a boiadeiros pela demonstração de coragem que os mesmos lhes passam e são levados por eles para locais próprios de doutrina.
   Outra grande função de um boiadeiro é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes. Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas. São verdadeiros conselheiros. “Gostar” para um boiadeiro, é ver no seu médium coragem, lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele “filho”. 
   Trabalham na irradiação de todos os Orixás, mais mesmo assim, não mudam sua finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma de incorporar e falar, ou seja, a energia emanada pelo Orixá para quem trabalha é apenas um critério interno e obrigatório dentro do próprio “Ori” – pois na verdade todos são braços de Oxalá e Nanã. Exemplificando essa ideia: Um boiadeiro que trabalhe para Ogum é praticamente igual a um que trabalhe para Oxóssi, apenas cumprem ordens de Orixás diferentes, não absorvendo no entanto as características deles.
   Dentro dessa linha a diversidade encontram-se na idade dos boiadeiros. Existem boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões por exemplo: Nordeste, Sul, Centro-Oeste, etc.
 
Baianos


   Formam esta linha espíritos de pessoas que viveram no Estado da Bahia ou estados do nordeste, próximos à Bahia. Os Baianos trabalham na orientação material ou espiritual, desmancham trabalhos de magia negativa, nos ajudam no desenvolvimento mediúnico, nos assuntos e desavenças matrimoniais, nos assuntos profissionais, etc.
   Os Baianos são muito comunicativos e muito brincalhões, usam bebidas alcoólicas e cigarros em seus trabalhos (não fumam os cigarros, fazem defumações com eles). O Baiano depois de um determinado período de comparecimento aos trabalhos, transforma-se em verdadeiro amigo e confidente e neles depositamos imensa confiança. Combatem direto as forças do mal, desmancham feitiços, quebram demandas, etc. Nunca andam sozinhos, o que os torna poderosos no combate ao mal.
   Os Baianos são poderosos aliados da Umbanda e grandes amigos de seguidores ou praticantes do culto. Eles ajudarão qualquer pessoa em tudo o que for permitido praticar em nome de Deus, eles estarão sempre ao seu lado, desde que você não tenha má índole. Quando uma pessoa não é correta e os procura pedindo ajuda, vão ouvir deles o que não gostam de ouvir. Baiano não tem osso na língua, o que ele tiver que falar a uma pessoa, ele o fará, goste a pessoa ou não. O objetivo dessa conduta é apenas um, ajudar aos homens a andar direito na vida. Baiano de terreiro, como é chamado, "não pactua com vagabundos". Ao menos os Baianos verdadeiros agem dessa forma, não fazem conchavos de qualquer espécie. 
   A Linha dos Baianos não é propriamente só dos Baianos. Os espíritos com conhecimentos de magia que viveram nos estados do nordeste também comparecem na linha dos Baianos, embora não tenham vivido sempre na Bahia. Nem todo Baiano que se apresenta como tal, viveu na Bahia, podem ser pernambucanos, alagoanos, cearenses, etc.
   
 
Marinheiros


   Eles chegam do mar e desembarcam em terra, sua alegria é contagiante, abraçam a todos, brincando sempre, com aquele jeito meio “maroto”, embriagado. São os Marinheiros, grupo de Espíritos que trabalham na Umbanda em prol da caridade.
   As Entidade de Marinheiro trabalham na Linha de Iemanjá e também de Oxum, que compõem o chamado “Povo da Água”. Seus conselhos e mensagens são sempre cheios de esperança e de fé. Costumam trabalhar em grupos. São fortes, pois enfrentarem guerras e mares agitados, mas também conheceram a calmaria e a bonança.
   Dão consultas, passes e também fazem trabalhos fortes de descarrego que envolvam grandes demandas. Em algumas casas, também costumam trabalhar nas giras de desenvolvimento de Médiuns.
   Quando dão consultas, essa Falange costuma ir direto ao ponto, sem rodeios, mas também sabem como falar aos consulentes sem criar um clima desagradável ou de medo. Assim, conseguem atingir fundo as almas dos aflitos que costumam procura-los em busca de auxilio e de esperança.
   Carregam consigo um sentimento profundo de amizade. Nas consultas, gostam muito de ajudar àquelas pessoas que se apresentam com problemas amorosos. Seus conselhos são sempre fiéis e certeiros, têm uma grande responsabilidade e assumem o compromisso de um trabalho bem-feito.
   Todas as pessoas tem uma ideia muitas vezes distorcida desta linha de trabalho. Os marinheiros são em sua grande maioria espíritos que militam a umbanda para dar sustento no campo da diluição de cargas trevosas, outros atuam como elementos de sustentação de trabalhos voltados a curas, atraindo os poderes elementais dos quais estes espíritos de alto grau espiritual, trazem consigo.
   Na realidade estes abnegados servidores da lei são verdadeiros “magos que atuam nos mistérios aquáticos” e com uma forma de atuação única dentro dos domínios da umbanda. Como magos, trazem para nós, a possibilidade de nos libertar de nossos entraves, com uma forma bem simpática lidam com os consulentes de forma extrovertida, deixando o assistido muito a vontade com trejeitos peculiares desta linha maravilhosa da umbanda.
   Muito diferente do que imaginamos, estes irmãos do astral não são e não estão embriagados, como muitos se mostram, na realidade sua forma de balanço é uma maneira de liberar suas ondas energéticas se utilizando do próprio médium.
Como isso ocorre?
   Em torno do médium existe um campo de energia sustentado por seus centros de força e, além da energia gerada a partir da energia corpórea, existe um campo espiritual que se reflete em todo o ambiente. Os guias quando incorporados em seus médiuns, dançam, giram, balançam, gesticulam, etc… desta forma os guias liberam não só a energia que se desprende do médium, mas também liberam de forma salutar o poder de seu mistério através de ondas magnéticas que são liberadas dentro do campo espiritual do médium e do templo. É desta forma que os marinheiros fazem, em formas onduladas, ou através de seu balanço, que mais parece de uma pessoa embriagada, é que este irmão na luz faz seu trabalho redentor dentro dos campos da Umbanda.
   É importante que os médiuns e principalmente os assistidos, saibam de tal fato, para que estes não deturpem e não deem um mal sentido aos trabalhos de Umbanda.
   Os marinheiros são sustentados pelo poder de nossa Mãe Iemanjá e sua cor de atuação é a mesma desta mãe Divina, que é o azul claro. Podemos sempre que necessitarmos, ativar o poder destes servidores da lei em nossa vida, acenda sua vela e faça uma prece, pedindo para eles abrirem seus caminhos e protege-los.
   Todos devem estar sempre com os pensamentos voltados ao Pai Celestial, para que assim a fé interior esteja sempre renovada. Que todos tenham a consciência de que as mudanças só serão possíveis se partirem primeiramente de vosso íntimo e acreditar, lutar pelos vossos ideais. A busca do sucesso depende de vosso próprio esforço, dedicação e merecimento. Portanto, não pare no tempo, cruzando os braços a espera de milagres. Levantem-se, tenham fé, renovem suas esperanças, acreditem no poder do Pai Maior e corram atrás de seus objetivos.
   Alimentem vosso espírito com muito amor, esperança e fé para assim projetar a verdadeira essência divina a todos os vossos semelhantes. Vossa mente tem um poder grandioso. Use-a para exercitar o bem, com o objetivo de unirmos nossas forças para estarmos cada vez mais ligados a Deus, receba de braços abertos à energia de todos os Orixás, dos vossos marinheiros que estão o tempo todo a vos ajudar quando solicitados.
Sejam positivos em qualquer situação.
   Se você quer o melhor para sua vida, comece fazendo uma reflexão de seus próprios atos, pois muitas pessoas reclamam de determinados acontecimentos em suas vidas, mas esquecem de que tudo tem um porque. Portanto, reflitam sobre vossos pensamentos e atitudes para que não sofra consequências negativas.
A vida é um espelho. Vigie-a sempre. E lembre-se de que tudo pode quando trazemos “Deus” em nossos corações.
 
Este texto foi retirado do blog TUCA, espero que curtam

quinta-feira, 9 de maio de 2013

AMACIS NA UMBANDA


 
 
Pra todos que olham
Pra todos que estão aqui
Muita atenção
Hoje é noite de Amaci
 
 
 
Hoje gostaria de compartilhar com vocês, meus amados Irmão de fé, este texto maravilhoso do Mestre Adriano Camargo, o Erveiro da jurema, uma oportunidade impar de aprendizado, que esclarece de uma vez por todas, a polemica a respeito dos Amacis nos terreiros de Umbanda, aproveitem a Leitura e Saravá a todos.
 
 
 
Os Amacis
 



   Chamados de amacis, as águas de lavagem de cabeça têm várias funções dentro dos rituais afroreligiosos e seus descendentes litúrgicos como a Umbanda.
   Como o nome já diz, “água de lavagem de cabeça”, ou água para o ori, são preparados especialmente para o uso na cabeça, no chacra coronário.
   Dentro da Umbanda, o consagrado uso dos banhos, tomados em reservado, cada um em suas próprias casas, após seu banho normal, utilizando-se para isso de ervas e outros elementos, serve como forma de trazer para o campo astral individual as vibrações, sejam dos Orixás, sejam vibrações específicas desencadeadoras de ações (verbos) que acentuam nos campos vibratórios naturais humanos a força dessa ação.
   Os banhos não requerem um conhecimento tão profundo, tanto que são recomendados pelos próprios guias para que sejam usados pelos consulentes em suas casas, como já dissemos.
   A forma de uso segue o padrão que a entidade (guia) achar necessário, ou que a própria pessoa e suas convicções acreditem ser o necessário: fervido ou não fervido; da cabeça aos pés ou do pescoço para baixo, etc.
   Já os chamados “amacis” têm funções literalmente específicas e seguem um padrão religioso doutrinário próprio de cada casa, dirigente, propósito; enfim, há centenas, ou quem sabe até milhares de formas e objetivos para se preparar um amaci.
   Os amacis podem ser coletivos ou individuais, e o que vai determinar isso é exatamente o que citamos acima: o propósito e a convicção de quem o está preparando e quem irá recebê-lo.
   Vale lembrar também que é uma questão de respeito e confiança receber um amaci na cabeça.
   Esse ato litúrgico honra o sacerdote e sua casa. Aplicar um amaci na cabeça de um iniciando é um ato de muita força dentro dos templos, e requer disciplina e retidão para que seja atingido seu objetivo.
   Não se usa um amaci apenas “por usar”... é importante que se estabeleça um objetivo claro para o preparo.
   Vamos citar alguns desses objetivos, mas é claro que não são os únicos; como disse, pode haver uma infinidade de motivos e formas de se preparar um amaci:


  • Amaci de preparação para apresentação
   Muito comum na Umbanda da atualidade, esse amaci consiste em folhas, cascas, sementes, frutos, etc., maceradas (quinadas, amassadas, trituradas), preparadas, caso sejam pelo próprio dirigente, com antecedência, e deixadas na frente do congá, em iluminação de velas nas cores do Orixá regente da vibração.
   É usado nos cultos e giras coletivas, onde todos serão apresentados, em sua mediunidade, à vibração daquele Orixá.


   Normalmente é colocado no ori, que é protegido com um pano branco ou uma cobertura adequada.
   Nota – percebo ainda hoje, mesmo sendo abençoados com tantas informações, muitos irmãos questionam o uso dos amacis coletivos, encarando de forma que essa energia pode ser incompatível com a sua vibração original ou a vibração de seu Orixá de cabeça.
   Muito bem, entendendo que tudo na criação é vida e vibração, cada elemento vibra de acordo com uma nota (força) da criação, então cada erva tem seu (seus) Orixá(s), assim como as frutas, flores, animais e tudo o mais. Sendo assim, teríamos que identificar o Orixá de cada ser vivente para que ele se alimentasse, vestisse, convivesse apenas com elementos compatíveis com sua vibração original. Sabemos que isso é impossível, portanto, não há nada de aberrante em se usar um amaci coletivo, na vibração específica de um Pai ou Mãe Orixá que não seja uma vibração direta de seu triângulo vibratório (Orixás Ancestral, Frente e Juntó).
   Assim como não há nada de aberrante em usar algum elemento na cabeça, desde que você não esteja envolvido religiosamente em um contexto que não permita esse ato.
 

  • Amaci individual de iniciação
   Esse é o mais comum, preparado especificamente para o fim da iniciação individual, será determinado pelo guia chefe do próprio médium ou pelo dirigente (ou Guia Dirigente do terreiro).


   A forma com que será iluminado, cores, número de velas, etc., será também definida por ele.
   Normalmente são feitos com antecedência do ato iniciatório e podem ser usados por dias anteriores ao momento da iniciação.


  • Amacis específicos 
   Assim como os individuais, podem ser determinados pelos guias como forma de atuar com muito mais intensidade do que um banho. Por exemplo, peguemos um caso de atuação negativa, causando reações orgânicas que levam à geração de doenças físicas. Num exemplo como esse, podemos recomendar um amaci de limpeza, usado por um, três, cinco ou até sete dias, todos os dias antes de dormir a pessoa colocará esse preparo no chacra coronário e eventualmente em algum outro chacra ou parte do corpo onde está localizada a ação negativa e o reflexo da doença, envolvendo com um tecido branco ou colorido de acordo com a necessidade.
   Dentro de um terreiro, é muito positivo o preparo dos amacis por todos. Juntar os médiuns em reunião específica para isso, com um bom conjunto de ervas e líquidos (bebidas rituais, essências, etc.).



   Podemos usar ervas secas ou frescas para os amacis. Se for usar preparos prontos, use somente os de ervas escolhidas para aquela vibração e nunca os líquidos prontos, que prezam pela facilidade mas nunca pela competência vibratória.
   Pegue as ervas, triture-as de preferência com as próprias mãos, já em uma bacia ou recipiente apropriado (se puder, use recipientes metálicos ou de vidro).
Adicione água mineral, que pode ser usada para todos os preparos, de todos os Orixás e para todos os motivos. Triture um pouco mais com as mãos e adicione os líquidos necessários, e por último as pétalas de flores, se forem usadas.
   Deixe repousar por algum tempo, que pode variar de acordo com a necessidade do preparo. É muito positivo iluminar esse amaci em um círculo com sete velas acesas, que seguem as cores do Orixá regente.
   Por experiência própria, posso recomendar que em todos os amacis, de qualquer Orixá, sempre esteja presente pelo menos uma erva de Pai Oxalá. Entendemos que esse amado Pai está presente em toda a criação e a atuação de suas ervas reflete um caráter “formador, condensador, magnetizador” mesmo.



quarta-feira, 8 de maio de 2013

13 DE MAIO, DIA DE CURTIR UM ABRAÇO DE PRETO-VELHO


 
 
Senzala em festa, Umbanda em alegria
Senzala em festa, Umbanda em alegria
Oxalá pai da verdade, chegou o nosso dia
Oxalá pai da verdade, chegou o nosso dia
 
 
 
   Esta chegando 13 de maio, dia onde se comemora a abolição da escravatura no Brasil, dia em que uma princesa aboliu um dos atos mais vergonhosos de nossa historia, a escravidão do negro africano em nossas terras.
   Mas que graças a esta vergonha, hoje podemos louvar nossos amados Pretos-Velhos de Umbanda, almas que na maioria dos casos, viveram sob este regime, e por causa dele, sofreram os ditames da Lei do carma, através da perda de sua liberdade.
   Muitas vezes sobre o açoite da chibata, aprenderam os valores que hoje pregam em nossos terreiros, mostrando que Deus, tem sempre um proposito em tudo.
   Neste dia é que enchemos nosso coração de amor e nos dirigimos aos nossos terreiros com o corpo vestido do xadrez, preto e branco, e a alma de esperança. Esperança de receber um conselho acalantador, um passe curador, ou mesmo uma palavra amiga, destes seres de extrema bondade, que se colocam a nossa disposição até mesmo neste dia, onde apenas poderiam comemorar.
    Sim comemorar meus Irmãos, a Liberdade de suas almas, tão flageladas em épocas de encarnados, que agora libertos, não só dos grilhões aprisionadores, mas também da revolta, do ódio e da amargura.
     Preparem suas feijoadas, bolos de milho, paçocas e muito café!!! nego veio tá chegando!!!, mas mais do que isso, preparem vossos ouvidos e se façam receptivos, pois são seres simples e humildes de atitudes sim, mas sábios e valorosos em seus trabalhos.
   Aproveitem ascendam suas velas, se alimentem de seus conselhos e desta energia, deixem fluir suas emoções e aprendam o exercício do perdão, afinal, estamos comemorando a liberdade, não é?? 
 
Vamos saudar nossos Pretos-velhos!!!
 
Salve as Almas
Santas almas
Olha minha boa Oração
Olha minha Boa Oração, santa almas
Olha minha boa Oração
Eu louvei, louvei
Eu louvei ao senhor
Eu louvei as terras de São Salvador
 
Adorei as almas,
Salvem Nossos Pretos e Pretas Velhas,
Salvem Nossos Vovôs e Vovós
 
 
 

QUAL A IMPORTANCIA DO DIA 23 DE ABRIL NA UMBANDA?



ELE JUROU BANDEIRA
ELE TOCOU CLARIM
E O EXERCITO TODO
É COMANDADO POR OGUM
SALVE OGUM IARA
SALVE OGUM MERGÊ
SALVE OGUM MARTINATA
SALVE OGUM NARUÊ
 
Sei que fiquei devendo aos irmãos internautas uma postagem sobre Ogum antes do dia 23 de abril, devido atribuições pessoais não tive tempo para postar antes e perdia a data, então resolvi postar sobre a importância que esta data tem para nos Umbandistas, e apos algumas pesquisas encontrei este texto no blog Minha Umbanda, escrito pela maravilhosa Mãe Mônica Caraccio.
Espero que curtam!!
 
 
 
 
Dia 23 de Abril. Chegou o dia, o dia máximo de nossa festa !
 
 
  
   Penso na importância desse dia para a Umbanda, dia em que a vibração máxima da ação, da força, da coragem, da Verdade Suprema está ativamente em ronda.
   Dia em que os “sentidos” dos umbandistas afloram, afinal é Dia de Ogum !!!
   Como passar por esse dia sem falar sobre a importância da ação dos médiuns umbandistas?
   Como aceitar umbandista sem ação, fechados dentro de seus mundos deixando de lado o trabalho, o compartilhar, a ação em prol do próximo?
   Sei que a vida dá voltas e, são exatamente nessas voltas em que a vida dá que temos que ser retos, convictos em nossos propósitos, principalmente de fé.
   Fé, que além do seu sentido harmonizador, é impulsionadora, e é por esse impulso que agimos e realizamos. Portanto quando temos fé, temos Ogum manifestado em nossos corações.
   Claro que muitas pessoas dizem que têm fé mas, dizer só, não é um ato de fé.
   Fé é vibrante, Fé é ação reta, é agir ativo!
   Fé é trabalho e todo trabalho só é produtivo se tiver ordem, portanto fé é ação, é caminho, é retidão, é trabalho, é ordem, ou seja, FÉ é OGUM !
 
   Ogum não é falar, é sentir e agir!
   Ogum não é querer, é trabalhar para conquistar!
   Ogum não é tristeza, é certeza verdadeira!
   Ogum não é pensar, é ser, estar, agir, pleno em tudo e por todos!
   Ogum não é silêncio, não é passivo, é ativo com consciência!
   Ogum é provocativo! É pensar na frente, é ser a causa e é estar na frente!
 
   Não dá para no dia de hoje não refletirmos sobre nossa condição espiritual, mediúnica e principalmente umbandista. A Umbanda, a espiritualidade, o espírito, precisam de ação, não sobrevivem na passividade, sem que trabalhem ou que haja benefício do próximo.
   A Umbanda, a espiritualidade, o espírito, não são poupança, não devem ficar guardados. Devem ser compartilhados!
   Hoje é dia de vermos Ogum, de sentirmos Ogum, de nos dedicarmos à Ogum!
   Como pensar em pouco quando falamos em Ogum!
   Hoje é dia de falar com Ogum!
   É dia de verdadeiramente nos posicionarmos diante dele como soldados: agindo em sentido de alerta, praticando a Umbanda na sua essência, em posição, estufando o peito, olhando reto e confirmando nossa verdadeira fé !

Ser Umbandista
É ter o privilégio de sentir OGUM
com toda sua força e determinação;
É ter o privilégio de ouvir OGUM e
aprender com sua estratégia e coragem;
Ser Umbandista
É ter o privilégio de segurar a espada,
o escudo e a lança de OGUM
com toda sua convicção e proteção;
É ter o privilégio de girar em OGUM com sua reverência e valentia;
Ser Umbandista
É ter coragem e proteção;
É ter convicção e determinação;
É ter a Glória e a Salvação à sua disposição;
Ser Umbandista para mim,
É ter Ogum cravado no coração e manifestado diariamente, com toda sua excelência!
 
 
   Então meus irmão de fé, vistam-se de vermelho e branco e deixem estravazar a emoção de louvar este orixá e tudo que ele representa para nós Umbandistas, que neste dia, pelo sincretismo com São Jorge, é dedicado a ele, nosso Amado Pai Ogum.
 
Salve Ogum Patacori meu pai!!!, Ogum Iê!!!