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quinta-feira, 12 de março de 2015

Luto ao Grande Mestre



   Hoje nosso Blog também vem prestar sua homenagem, Através deste texto abaixo, a um dos Grandes Ícones da nossa Religião, infelizmente não tive a honra de conhece-lo pessoalmente, mas me considero também um de seus discípulos, afinal foi através de suas obras, que descobri a Umbanda que defendo e prego em nosso Templo Casa Umbandista de Oração Ogum Iara. 



A Umbanda acordou de luto!
Dia 09, às 9:00 horas da manhã, a Aruanda entrou em festa...
Pai Rubens Saraceni, 63 anos, nosso pai espiritual, amigo, irmão de sina... e caminhada, admirado líder espiritual umbandista, que inovou a religião de Umbanda com cursos, conhecimento e muito aprendizado teórico e prático, estava internado desde o dia primeiro de março, tratando de um câncer, decorrente do cigarro.
De acordo com a sua assessora, Sandra Santos, uma intensa corrente de oração acompanhou os últimos dias de vida de Saraceni. Nos seus derradeiros momentos, o Sacerdote manteve contato com seus guias espirituais, entre eles, Pai Benedito de Aruanda, conversou com a família e assessores, deixando registrados seus últimos desejos.
Por conta do falecimento, o Superior Órgão de Umbanda decretou três dias de luto em todo o estado.
Segundo a Policia Militar, o velório foi acompanhado por mais de 1.000 pessoas que lotaram o hall externo e calçada da Câmara Municipal de São Paulo, de uma forma muito tranquila e respeitosa.
Alunos e filhos espirituais saíram de Curitiba (como eu), Porto Alegre, Brasília, Rio de Janeiro, além de cidades do interior de São Paulo como Ribeirão Preto, Campinas, Amparo, São Carlos, Bauru, Batatais e tantas outras cidades para reverenciá-lo.
No local foi realizado um ritual maçônico com o corpo presente, dirigido por Wagner Veneziani Costa, presidente da Editora Madras e amigo pessoal, seguido de uma cerimônia umbandista, conduzido por Sandra Santos, sua fiel escudeira, que comandou também toda a parte cerimonial, que contou com a presença de presidentes de Federações, vereadores, deputados e membros da Comissão de Liberdade Religiosa da OAB-SP.
Encerrando, os alunos, amigos, fiéis e fãs se despediram com os pontos puxados pelo ogã Severino Sena, seguido de calorosos aplausos, tornado tudo muito mais solene pelas roupas brancas, estolas, lenços e filás dourados de muitos deles.
Pai Rubens Saraceni, um ícone religioso, será lembrado pelo crescimento da Umbanda, pela inserção do estudo nos templos, e por deixar a toda comunidade umbandista um legado alicerçado e fundamentado no conhecimento, um alento que nos animará nos momentos difíceis.
Perder a referência da vida de um homem como esse não é fácil. Resta-nos os exemplos deixados e que as melhores lembranças mantenham viva sua memória.
Que da espiritualidade ele possa continuar olhando por nós!

Catarina Fernandes – jornalista e umbandista graças a Pai Rubens Saraceni. 

sábado, 27 de dezembro de 2014

Feliz Ano Novo



   Mais um ano que se finda, para uns um bom ano, para outros um ano ruim, mas para todos um ano de Racionalização, onde Xangô avaliou nossos atos e atitudes durante sua regencia.

    O novo ano que esta por vir, de regencia de Ogum, Orixa da Lei, da Ordem e dos caminhos. Neste ano podemos esperar um ano de realizações, mas tambem de ajustes, pois no Ano que passou Xangô julgou e Ogum Ogora execultará. assim ouvimos do Senhor Exu Meia Noite.

   Façamos nossas oferendas ao regente deste ano pedindo Proteção e abertura de caminhos pra nossas vidas, mas tambem Maleime pelos nossos deslises, pois sua atuação é sempre implacavel.

FELIZ 2015 A TODOS

Um pouco mais sobre o Orixá regente:   

   Pai Ogum é a Divindade que está assentada no pólo positivo (irradiante) da Linha da Lei. Representa a Ordenação Divina, o Governo da Lei Maior em toda a Criação.


   Suas Irradiações contínuas amparam e sustentam aqueles que vivem dentro da Lei e da Ordem Divinas e também socorrem aos que necessitam desse amparo.

   Ogum é a Lei, cujo símbolo é a espada, que por sua vez representa o caminho reto, a retidão de caráter, a honra, a honestidade. Perante a Lei não existe “mais ou menos”, não se pode ser “mais ou menos honesto”: ou se está no caminho reto, respeitando a Lei Divina, a si mesmo e ao próximo, ou não se está. Por isso se diz que os filhos de Ogum são taxativos: não hesitam em “comprar batalhas” para defender os amigos e aqueles que agem com respeito à Lei de Deus e ao próximo, mas se afastam dos que agem com desonestidade e deslealdade.

   Ogum é o Senhor dos caminhos e realiza a abertura de caminhos, a ordenação, o afastamento da desordem e do caos, o corte das atuações negativas, mas tudo a partir do equilíbrio íntimo dos seres perante a Lei Divina. A primeira “batalha” que Pai Ogum nos ensina a realizar é vencer os vícios e a desordem interna para que, uma vez equilibrados, possamos atrair situações e relacionamentos ordenados, livres da desordem que nasce do desrespeito à Lei Maior e à Justiça Divina.

   Lei e Justiça são interligadas, não se pode obter o amparo da Justiça Divina sem viver em obediência às Leis da Criação. O dragão subjugado por São Jorge e por São Miguel Arcanjo, que sincretizam com Ogum, representa exatamente o trabalho pela vitória sobre as nossas trevas interiores. O dragão é o símbolo da maldade, dos vícios, das negatividades, do ego exacerbado, da vaidade extrema, da ganância etc. Vencendo “o dragão”, sob o amparo de Ogum, nos habilitamos a atrair situações favoráveis, sob o amparo da Lei. Porque a Lei atua sem cessar, irradiando-se para toda a Criação. Sintonizados com a Lei, alcançamos o amparo da Lei e da Justiça do Criador. Então, os inimigos terão olhos, mãos, pés e armas, mas não conseguirão nos enxergar, não poderão nos tocar e nem nos alcançar ou ferir, como diz um ponto cantado.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Orixa Regente 2015



Regência do ano de 2015


   O Ano de 2015, segundo a astrologia, será Regido pelo Planeta Marte, Planeta que representa o orixá OGUM, sim o Grande guerreiro das demandas e dos caminhos, Patrono da umbanda, o senhor da Forja do Ferro.
   O Ano regido por esse grande Orixá, é um ano de batalhas mas principalmente conquistas.
   Em 2014 o Ano que foi e está sendo Regido por Xangô é um ano de julgamento, onde nossas atitudes estão na grande balança do orixá da pedreira, Ogum em 2015 vem montado em seu cavalo branco trazendo a conclusão de nosso julgamento, vem empunhando sua espada e nela executando a Lei sobre nossas ações.

COMO VAI SER A REGÊNCIA DE OGUM EM 2015
 

   Aqueles que plantaram sopros em 2014 colherão ventos em 2015, os que plantaram chuvas colherão tempestades, porém aqueles que semearam uma pequena luz colherão ótimos e quentes dias ensolarados assim é Ogum o Executor!
   Espiritualmente estaremos muito bem guardado, pois o Orixá do Ferro é um grande protetor e guardião de todos os caminhos! Climaticamente teremos um ano não tão quente com mais chuvas e mais umidade que este ano desértico de 2014!
   Além de Ogum em 2015 teremos a Influência de EXU o Orixá mensageiro, não aquele Exu entidade que trabalha em terreiros e sim Exú Orixá.
   Exu influenciará de forma aceleradora, onde teremos o nosso recebimento de forma muito Rápida.
   Orixá Ogum é o senhor da guerra, então o ano de Ogum é ano de batalha e vitória principalmente para seus filhos de cabeça e adoradores e Exú vem com força em aquisição de bens, melhoria de relacionamentos e aumento de salários, é um ótimo ano para desenvolver projetos e procurar novos horizontes. Quando existe esta união, Ogum e Exú, o ano promete muito, mas o trabalho é dobrado, procure utilizar as oferendas, banhos e proteções destes Orixás para este ano, que promete.


Patacori Ogum Iê, que venha a Força de meu Pai

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Sítios Vibratórios: Importância para o Médium Umbandista

Sítios Vibratórios: Importância para o Médium Umbandista


 
   Desde o advento da humanidade no globo terrestre, a natureza tem sido fonte inesgotável de recursos bio-energéticos para a criação, evolução e sedimentação dos vários organismos que a compõem. As antigas religiões orientais como o Bramanismo, Hinduísmo, Confucionismo, Budismo, além dos cultos Ameríndios e Africanistas, sempre valorizaram a natureza como essência catalisadora de energias para equilibrar a psico-fisiologia do ser humano.

   É da natureza que se extrai os elementos necessários ao reajustamento das faculdades bio-psico-motoras, tão importantes à mente, ao espírito e a parte corpórea. É na natureza que há uma maior interação entre o plano material e o astral. Em contato com rios, florestas, cachoeiras, mares, campinas etc., absorvemos as vibrações emanadas do Cosmo, que são recepcionadas por estes sítios de captação fluídico-espiritual. É na natureza que encontramos o habitat de certas formas espirituais, de evolução diferente dos seres humanos, chamados por alguns de gnomos, silfos, salamandras, ondinas etc., o que na Umbanda nomeamos Elementais ou Espíritos da Natureza.

   Os Elementais são os responsáveis pela manipulação etérea dos materiais existentes nestes sítios vibracionais, condensando partículas energéticas que muitas vezes são utilizadas por Caboclos, Pretos-Velhos, Exus e Crianças, dentre outros, para trabalhos de cura, desobsessão, neutralização de demandas e assim por diante.
 
   Tal importância têm os Elementais na dinâmica telúrico-cósmica que Allan Kardec, no Livro dos Espíritos, no capítulo destinado à categoria e classe dos seres espirituais, cita a existência de seres (os Elementais) responsáveis pela proteção, cultivo e manipulação de elementos atinentes aos diversos campos vibratórios.

   Com a anunciação da Umbanda no plano físico em 15 de novembro de 1908 pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, forma fixadas diretrizes para o correto e integral desenvolvimento desta Corrente Astral. Dentre estas diretrizes, encontramos o culto, o trato e o usufruto, por parte de médiuns e espíritos, dos benefícios alojados nestes logradouros naturais.

   O Caboclo das Sete Encruzilhadas sempre orientava quanto a importância dos trabalhos efetuados nos rincões da natureza, no tocante principalmente a limpeza, reajustamento e fortalecimento dos centros de força (chakras) e plexos nervosos, desintoxicação perispiritual, e assepsia da aura.

   Alguns pensam que as florestas, rios, mares, pedreiras etc. São lugares somente destinados a louvação dos Orixás, o que é um engano. Em realidade, quando nos direcionamos a estes lugares, somos nós, médiuns, que recebemos as graças e os cuidados que todo aquele que serve de medianeiro à ação dos espíritos bons necessita ter.

   Durante um gira ou sessão nos campos vibratórios, somos ofertados por nossos Guias e Protetores com uma contínua carga de fluídos positivos, cujos elementos constitutivos são retirados das flores, folhas, raízes, água doce, água salgada etc. Neste aspecto, o trabalho de nossos amigos espirituais é facilitado, pois estando seus aparelhos em contato direto com a natureza, e por isto sujeitos à influência das energias dali emanadas, a missão de impregnação fluídica positiva torna-se mais eficaz, o que seria difícil acontecer longe destes campos. Devido ao acúmulo de cargas eletromagnéticas densamente negativas sobre as cidades, produto do atual estágio consciêncial e comportamental das pessoas, os fluídos dos sítios vibratórios sofrem, quando direcionados a outro lugar, o ataque de energias negativas chamadas formas-pensamento e também de espíritos de baixa vibração (quiumbas desqualificados), que impedem, total ou parcialmente, que aquelas energias cheguem ao seu destino.

   Desta forma, a natureza constitui-se em fonte de equilíbrio, reequilíbrio, harmonização, desintoxicação, assepsia, imantação e caridade, frente aos trabalhos de Umbanda.


Salve as Forças da Natureza.


Salve a Umbanda.
Fonte: http://mironga.blogs.sapo.pt

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Dificuldades de um Terreiro de Umbanda



   Garimpando encontrei este texto que expressa muito bem o meu sentimento com relação a este assunto, espero que apreciem e principalmente reflitam.

   Hoje me peguei pensando nas dificuldades que existem em um terreiro de Umbanda, começando pela estrutura física, na dificuldade burocrática, na dificuldade de se encontrar e alugar um salão onde preencha as requisições mínimas que a prefeitura da região exija, fora que muitas pessoas não querem alugar seus estabelecimentos para terreiros porque acreditam que dependendo do que seja feito no local fique uma energia que pode ser tanto boa como ruim de acordo é claro com o que era praticado no local, também existe o abuso de muitas pessoas que quando ficam sabendo que o estabelecimento será alugado para um terreiro cobram aluguéis altos e colocam uma lista de regras que jamais existiriam se fosse para um aluguel comercial. E é claro fora o preconceito que é muitas vezes cruel, muitas vezes o zelador já está fechando o negócio quando ele comunica que será para um terreiro, o proprietário cancela na hora toda negociação, só quem passa e já passou por isso sabe o quanto é revoltante e desgastante. Não pelo direito do outro em si, mas pela discriminação jogada na cara. E mesmo os que têm seus estabelecimentos próprios precisam estar de acordo com esses requisitos básicos, caso contrário serão penalizados com multas severas.
   As exigências de uma prefeitura e vigilância sanitária são muitas. Alguns exemplos: No mínimo dois banheiros, saída alternativa em caso de incêndio, extintores no local, ventilação, higiene adequada etc. A casa deve estar regularizada e registrada nos órgãos competentes para que futuramente não sofra acusações de curandeirismo e charlatanismo. Respeitar a lei do silêncio para que não sofra perseguições da comunidade em volta. Mas tudo isso, tem custas. Um aluguel com todas essas normativas é alto e muitas vezes o terreiro não consegue custear tudo isso, devido às condições financeiras dos integrantes da casa.
   Nessas horas que vemos a estrutura e centralização e cooperação de todo um corpo mediúnico, porque eu particularmente acredito que a maior dificuldade é a financeira, tem médiuns que são extremamente prestativos e atenciosos quanto às dificuldades monetárias da casa em compensação têm outros que se você fizer um rateio para comprar uma toalha, por exemplo, inventa inúmeras desculpas, e sempre vem com aquele sorriso sem graça ah me desculpe esqueci. Alguns médiuns acham que o zelador tem que arcar com tudo, mas querem sempre o terreiro limpinho, cheirosinho, asseado, mas se esquecem que para a manutenção da casa vão muitos itens, se esquecem que como eles o zelador também muitas vezes tem suas dificuldades financeiras, tem suas contas para pagar e não vivem do terreiro, trabalham, tem seu salário suado todo mês. Tem médiuns que muitas vezes são os que menos ajudam, mas se chegarem ao terreiro e não verem um vaso flores, já começam a fazer o buchicho nossa o altar não tem uma flor, em muitos terreiros é sempre a mesma história sempre tem os mesmos a cooperar e os mesmos a encostar. As pessoas se esquecem que no exemplo de um vaso de flores não estão dando para os outros e sim estão dando em carinho e lembrança a seus orixás e que cada um deve zelar e ter esse carinho próprio. Fora que quem não quer ter uma casa bonita de axé. Já entrei em casas de extrema humildade, limpinhas, asseadas, mas que não faltava uma florzinha nos pés de oxalá, como também já entrei em terreiros que parecia uma casa abandonada sem dono, com flores de plástico sujas, imagens poeiradas, entregas velhas fedendo. Será que nesses lugares há presença espiritual realmente de espíritos de luz. É realmente vergonhoso entrar nesses terreiros ver filhos lá dentro que nada fazem. Muitas vezes casas numerosas, mas que filhos de fé mesmo nenhum.
   Hoje enfrentamos o preconceito e a intolerância uma das maiores dificuldades, quantos de nossos irmãos e irmãs perderam oportunidades de trabalho porque assumiram sua fé e foram discriminados e excluídos. Hoje vemos igrejas evangélicas até de madrugada fazendo seus cultos há tantas horas, com microfones e caixas de som altíssimas, e ninguém fala nada, mas vai um terreiro e quebra a lei do silêncio, que até viatura aparece. A lei do silêncio sou a favor que seja respeitada, mas a lei tinha que ser para todos pelo menos seria a ética da lei. Mas sabemos que nos bastidores não é bem assim.
   A ingratidão é uma outra dificuldade que principalmente os médiuns novos possuem no lidar, porque dói você ver que sua entidade ajudou uma pessoa, ela conseguiu seus intentos mas um dia você está passando na rua e cruza com a mesma pessoa, ela muda de calçada abaixa a cabeça fingindo que não te viu. Mas isso faz parte da Umbanda e devemos saber conviver com isso e ter a humildade do entendimento que as pessoas só dão o que os seus corações estão cheios. Jesus também deu muito, e foi crucificado em uma cruz.
   A Umbanda é para todos, mas só permanece quem tem força e garra, porque muitos desistem quando se deparam com as dificuldades, ser umbandista não é para qualquer um é para gente de fé, gente guerreira.
   Mas a Umbanda é mãe zelosa e mesmo para aqueles que lhe viram as costas quando se arrepende ela os agrega com a bondade e caridade de que lhe é típica. Muitos zeladores às vezes falam estou aprendendo a separar o grão do trigo, mas sabemos que não é bem assim que mérito teria dar remédio aos sãos.
   Muita gente quer ser médium, quer incorporar, mas quando vê que não são flores se perdem no caminho, médiuns sérios, idôneos, comprometidos ai está uma grande dificuldade de um terreiro, porque infelizmente existem muitas pessoas que ainda não entenderam o que é ser médium, mediador de algo maior, não sabem serem instrumentos e se acham apenas tocadores de banda, que não aceitam uma crítica, não querem seguir uma doutrina, querem fazer o que bem entendem usando a roupagem que não lhes pertence, que é das suas entidades. Querendo méritos que não são seus. O maior mérito de um médium é ele ser humilde e saber que é instrumento de uma causa maior.
   Enfim um terreiro pode ter suas dificuldades, mas não lhe pode faltar objetivo e meta, garra e força, fé e amor pelos Orixás porque isso já basta para vencer. E antes de cobrar algo, procure se conscientizar se está fazendo sua parte para melhorar.


Cristina Alves
 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

ASSEDIO ESPIRITUAL






   Garimpei um ótimo texto sobre o assunto que gostaria de compartilhar com vocês, sei que é uma das duvidas que os médiuns carregam, e assim espero estar contribuindo para esclarece-la.

Boa leitura:


Assédios Espirituais


   É muito importante entendermos que nos casos de obsessão ou assédio, sempre há sintonia psicoemocional entre os envolvidos.


   Para que um espírito possa influenciar alguém, transmitindo-lhe ideias ou induzindo essa pessoa a se comportar de determinada maneira, a semelhança de pensamentos e sentimentos (no caso, emoções) entre ambos é fundamental. A pessoa até pode sentir a energia desequilibrada de um espírito atingi-la (e se proteger disso), mas para que o assédio ou obsessão se estabeleça de fato, o desencarnado irá reforçar uma ideia ou emoção que o assediado tenha. Ou seja, a raiz do problema está na “vítima”...


   Portanto, todo trabalho de desobsessão deve vir acompanhado por um tratamento de orientação psicoemocional, com base nos princípios do Espiritismo (no caso do tratamento ser em um centro espírita). Muitas vezes, é fundamental também uma orientação psicológica profissional, pois os ensinamentos do Evangelho são um código moral-espiritual e não um tratamento psicológico. Cada área deve cuidar dos seus limites, sendo que o paciente, sim, deve buscar um tratamento integral.


   Outra questão importante é entender que a obsessão apresenta graus variados, que vão da simples influenciação – assédio energético (vampirismo) – à subjugação (mais raro). Vejamos:


   “Entre os escolhos que apresenta a prática do Espiritismo, cumpre se coloque na primeira linha a obsessão, isto é, o domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas. Nunca é praticada senão pelos Espíritos inferiores, que procuram dominar. Os bons Espíritos nenhum constrangimento infligem. Aconselham, combatem a influência dos maus e, se não os ouvem, retiram-se. Os maus, ao contrário, se agarram àqueles de quem podem fazer suas presas. Se chegam a dominar algum, identificam-se com o Espírito deste e o conduzem como se fora verdadeira criança. A obsessão apresenta caracteres diversos, que é preciso distinguir e que resultam do grau do constrangimento e da natureza dos efeitos que produz. A palavra obsessão é, de certo modo, um termo genérico, pelo qual se designa esta espécie de fenômeno, cujas principais variedades são: a obsessão simples, a fascinação e a subjugação.“ – Allan Kardec, O Livro dos Médiuns, capítulo XXIII.


   Assédios são muito mais comuns que as obsessões mais complexas, propriamente ditas. Por exemplo: Um sujeito tem tendência para usar a bebida alcoólica como fuga psicológica das dificuldades que enfrenta. Ele passa na frente de um bar, vê a bebida, pensa no ato de beber e sente o desejo, pois imagina que ao beber sua angústia será amenizada. Este sujeito pode até tentar mudar o rumo dos pensamentos, passar direto... mas, alguns espíritos na mesma carência por álcool, atraídos por sua psicosfera (a aura, formada pelo que sentimos e pensamos), passarão a induzir a “vítima”, num processo de simbiose, que no início pode ser mais sutil, mas que irá se fortalecer conforme o encarnado for se permitindo alimentar os pensamentos e emoções induzidos. Então, o que era um pequeno desejo passa a se tornar algo irresistível. Inevitavelmente, esta pessoa irá voltar a beber, cedo ou tarde, se o processo persistir.


   A maneira como um assédio deste tipo ocorre varia... Escreverei mais sobre isso futuramente. Mas, somos nós os principais responsáveis pelo direcionamento de nossas vidas.


   Assuma o controle! Busque auxílio espiritual e orientação profissional. Faça as escolhas e mudanças necessárias em sua vida, para não ficar o tempo todo em uma auto obsessão. Autoconhecimento e reforma íntima são o caminho para a sabedoria. Paz e amor!


 
Escrito por Victor Rebelo

terça-feira, 10 de junho de 2014

13 de Junho Salve EXÚ, Salve Santo Antônio




  
   Exu é ativador de nossos merecimentos. É o que propicia nossas vitórias e nossas derrotas, pois nem sempre sabemos lidar com a vaidade, o ego, o egoísmo e a soberbia que aflora de forma acentuada quando se conquista algo ou alguém. Exu é quem abre nossos caminhos, mas também fecha, tranca e acorrenta nossa vida quando nos encontramos desequilibrados e viciados numa maldade e numa possessão sem fim. Isso é a Lei e assim é EXU!

   Exu é a força que atua sobre o negativo de qualquer pessoa tentando equilibrar essa ação. É aquele que faz o erro virar acerto e o acerto virar o erro. É aquele que escreve reto em linhas tortas, escreve torto em linhas retas e escreve torto em linhas tortas.

   Mesmo nos momentos em que nos vemos no meio do caos, Exu sabe fazer com que a ordem prevaleça. Exu não gosta de displicência e de injustiça, não aceita nada mais e nada menos do que lhe é de direito e de dever.

   Exu não faz, não participa e não orienta nenhum tipo de magia negativa, Exu é Mago Realizador por excelência, e conhece absolutamente tudo sobre magia. No entanto, conhece também a Lei Divina e a cumpre com perfeição a cada momento. Magia negativa é ação do homem que deseja mais do que pode, deve e merece. Exu dá e faz somente aquilo que for de merecimento e de necessidade para o Ser, segundo a Lei Divina.

   EXU, palavra iorubá (Èsù) pode ser traduzida como “esfera” representando o infinito, o que não tem começo nem fim e que está em todos os lugares, no Tudo e no Nada.

   Ele é o “mensageiro”, recebe e leva os pedidos e as oferendas dos seres humanos ao Orum, o céu. É o Senhor dos caminhos, das encruzilhadas, da entrada e da saída. É o movimento inicial e dinâmico que leva à propulsão, ao crescimento e à multiplicação.

   São espíritos iluminados que, de forma muito peculiar, conhecem nosso íntimo e nossa conduta muito mais que nós mesmos.


   Posto Abaixo dois vídeos esclarecedores sobre Exu, de uma palestra do Irmão Rodrigo Queiroz:


 EXU é Força, é Poder, é Proteção!

EXU – A Mão Esquerda do Criador