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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
A pimenta e a magia
Pimenta
A pimenta simboliza a energia, a proteção, a prosperidade, a sorte, a sensualidade, a sexualidade.
O uso da pimenta remonta há séculos antes de Cristo; utilizada inicialmente na Ásia e na Europa, atualmente seu uso se disseminou pelo mundo. Existem mais de 200 diferentes espécies e, no século XV, a pimenta foi um importante tempero de carne, custando um preço altíssimo.
Além do uso culinário é empregada em remédios caseiros, para infecções pulmonares, vermes, dores de estômago, dentre outros.
Significado Místico
Muitas culturas utilizam a pimenta como amuletos da sorte, ou seja, contra as energias negativas, uma vez que sua característica mais marcante - ser ardida e de coloração forte - afasta os maus espíritos, o mau olhado e a inveja.
Além disso, os pés de pimenta plantados nas portas das casas simbolizam a proteção, a sorte e a prosperidade beneficiada pela presença da planta. Caso a planta morresse, acreditava-se que a energia estivesse muito carregada, tendo a pimenteira a característica de absorver o "olho gordo" e não deixar passar as más energias, de modo que o seu poder simbolizava essa transformação.
Assim, em virtude do seu grande poder, a pimenta é também muito utilizada na bruxaria, nos rituais e nas oferendas.
Pingente
Da mesma forma que as pessoas que gostam de tatuagens escolhem a imagem desse condimento como um amuleto, há pessoas que preferem tê-lo sempre consigo na forma de um pingente pendurado num cordão ou numa pulseira.
Umbanda
Na Umbanda, a pimenta é considerada um alimento quente e, por isso, associado ao fogo e utilizado por alguns mentores espirituais como Preto Velho e o Exu, com o intuito de renovação espiritual e limpeza de energias.
Fonte: Dicionário dos Símbolos
A importância do ovo nos rituais mágicos
O ovo é o principal e maior símbolo da fertilidade, utilizado amplamente nos rituais de purificação, iniciação, Borí e ebós de propiciação e defesa. Existem vários contos de Ifá relatando a grande importância do Ovo. Uma delas conta que, Òlódúnmàré (Deus) estava para dar origem ao universo, tinha num pote de barro “4 Ovos”.
Com o 1º ovo deu origem primeiramente a Òòrìsànlà-Òbátálà surgindo na explosão da luz sem forma quando literalmente Deus disse haja luz assim Òòrìsànlà surgiu no mundo,
Com o 2º deu origem a Ògún a forma,
Com o 3º deu origem a Òbálúwàiyé a estrutura,
Com o 4º ovo acidentalmente caiu de sua mão estourando no chão revelando sua riqueza originando assim a primeira mulher universal chamada Ìyàmi-òsòróngà, expondo o segredo de sua riqueza para o grande pai, ou seja, mostrando seu poder de fertilidade e sobrenatural exposto a olho nu diante do Deus Supremo, nascendo assim, a fonte mantenedora da vida.
O Ovo possui três diferente cores associado as cores principais e primordiais do universo; o ovo de casca azul representando a cor preta relacionada ao “Aba” = a escuridão as trevas das profundezas da terra e mares, o ovo de casca branca relacionada ao “Iwà” = a explosão da luz, e finalmente o ovo de casca vermelha relacionada ao “Àsé” = fogo mantenedor da fertilidade totalmente relacionado ao poder sobrenatural.
Seu conteúdo possui diversas características, o qual na maioria das vezes é branco, frágil e oval. Dele nasceu um novo ser, associado a idéia de que o universo surgiu primordialmente dele próprio, na forma de um protótipo do mundo. Como um filho de asas negras = ÌYÀMI-ÒSÒRÓNGÀ que foi cortejada pelo vento = ÒÒRÌSÀNLÀ-ÒBÁTÁLÀ.
O ovo é uma célula reprodutora feminina dos animais chamada macro-gameta, ou seja, rudimento de um novo ser organizado, primeiro produto do encontro dos dois sexos, pelos quais desenvolve a possibilidade de existência do fato. Germe, origem, princípio. Uma imagem viva do grande mundo (O Universo), em oposição ao microcosmo (o homem).
O Ovo é resultante da composição e fecundação de óvulos, possuindo 4 partes:
1º parte é a casca que representa o útero (invólucro mítico),
2º parte é membrana interna que representa a bolsa, placenta uterina (parede defensora),
3º parte é a clara, matéria viscosa e esbranquiçada, do grupo das proteínas que representa o útero,
4º parte é a gema amarela, parte intima, central e globular suscetível de reproduzir, a qual representa o feto, um novo ser engendrado preparado para nascer e atuar no que for necessário.
O mito do ovo está presente em todas as culturas antigas, entre elas a Yorubá, Polonesa, Fenícia, Chinesa, Eslava, Polinésia, Finlandesa, Hindu, Germânica, Hebraica entre outras. A força germinal contida no ovo, esta associada à energia vital com grande desenvolvimento através de èsú, motivo pelo qual, tanto o ovo como Èsú, desempenha uma função importantíssima no culto Yorubá principalmente no culto de ÌYÀMI-ÒSÒRÓNGÀ, ÒSÚN, IYEWÁ, OYÁ, ÒMÒLÚ e etc...
Confirmando um total culto à fertilidade, magias curativas, purificando e quebrando as forças maléficas. A gema, sangue germinal unida à clara para obter nutrientes e hidratação necessária, transformados num único ser vivo individual no interior do ovo, plagiando o mesmo processo no interior do útero, que indiscutivelmente é o mesmo processo que acontece nos rituais, numa mesma idéia de união do casal universal; Òòrìsànlà-Òbátálà e Iyémowo.
Só o que no contexto do ovo, acontece mais rapidamente não existindo nenhum tipo de vinculo biológico entre a mãe e o filho, ou seja, não existe cordão umbilical. Isto explica o poder contido no ovo por si só, o qual foi um elemento criado diretamente pelo todo poderoso Òlódúnmàré (Deus), que colocou primeiramente o Ovo no mundo, logo depois surgindo dele a vida, ou seja, a ave. Por isso, o ovo é um elemento originado do criador, o símbolo mais importante representante do poder de ÌYÀMI-ÒSÒRÓNGÀ a mãe universal que necessita intrinsecamente do poder masculino de ÒÒRÌSÀNLÀ-ÒBÁTÁLÀ, o qual faz o ovo um elemento de muito Asé (poder realizador).
O ovo é utilizado amplamente nos rituais sob várias formas depois de encantados por palavras mágicas; na finalidade de neutralizar o mal, purificar a cabeça de um Iyawo antecedendo a iniciação, purificar a cabeça das que habitualmente irá receber sacrifícios no Ori, antecedendo o bori, purificar o caminho de pessoas que tem obstáculos na vida, tirar problemas de confusão, purificar uma pessoa com maus espíritos, tirar doença de mulheres e bebes tirar a Ikú das ou do caminho de alguém.
O ovo e também utilizado nos rituais de propiciação; na finalidade de obter fertilidade, atrair dinheiro, produtividade nós negócios e apaziguamento de certa situação quando utilizado em ebós de ÌYÀMI-ÒSÒRÓNGÀ.
O ovo quando cozido não possuindo mais então é utilizado inteiro sobre as oferendas das divindades, tendo somente a função de neutralizar doenças negativas. Já quando cozido e esfarinhado misturado ao “EKURU” também esfarinhado, este tipo de comida é utilizada para espalhar sobre o solo da casa de òrìsá, na finalidade de agradar os “AYES” (espíritos que residem na terra) espantando o mal ou neutralizando as energias negativas, quando é invocado neste ritual; os AYE sob o domínio de Ìyàmi-òsòróngà, Èsú e Òbálúwàiyé, assim propiciando abundancia e prosperidade para casa.
O ovo cru com seu frescor, quando utilizado inteiro em oferenda tem a função tranquilizar e refrescar. Por isso, é comum vermos muitos ovos crus depositados no chão aos pés de certos Ajùbò (assentamentos dos òrìsas) na finalidade de atrair abundancia e proteção, fazendo todas as divindades compreenderem perfeitamente que o èbò é uma súplica de fertilidade, germinação de filhos, dependendo da atuação da Divindade, ela não só atuará no tocante a fertilidade no útero, mais também propiciaria dinheiro, sorte, saúde e desenvolvimento na vida, por ser ovo um agente naturalmente fértil.
Já os ovos crus, quando “quebrando” diretamente passando na cabeça, têm a função poderosa de purificar e livrar até 80% qualquer tipo de feitiço ou qualquer outro tipo de negatividade que esteja sobre o Ori de uma pessoa. Quando num èbò ovos crus são atirados no chão ou quebrados encima do corpo de uma pessoa num sacrifício de purificação vulgarmente chamados de descarrego, é na finalidade de desobstruir os caminhos tirando as dificuldades da vida ou qualquer espírito de força contrária que esteja acoplado no corpo (obsessores).
Ao ser quebrado ele revela sua riqueza e seu poder tanto sobrenatural como concreto, pois no exato momento que é quebrado, o ovo não terá mais a possibilidade de germinar, ou seja, nascer algo dele, assim num tipo de substituição ou troca matará o problema que aflige uma pessoa possibilitando o fim de algo ou de uma situação negativa. Por este motivo que o ovo cru deve ser quebrado principalmente no Òrí de uma pessoa, numa preparação da cabeça que logo depois irá levar ritos sacrificatórios; começando pelo 1º sangue negro o Agbo-tutu (sumo de ervas fresca) em seguida o sangue vermelho de aves ou quadrúpedes e finalmente o sangue branco do igbin (caracol) que é espremido por cima de tudo, assim purificando, possibilitando a existência da força sobrenatural, acalmando e fertilizando a cabeça que esta no momento recebendo o puro ase , com a união dos três sangues primordiais após ter sido purificada com o ovo cru, possibilitando a pessoa obter sorte, dinheiro, felicidade, fertilidade, saúde e tranqüilidade. Quando um ovo é quebrado em qualquer ritual, o nome Ìyàmi-òsòróngà é respeitosamente citada e reverenciada, porque qualquer que seja o ovo lhe pertence, como relata vários Itãn-Ifá.
Quebrar um ovo na rua (atirando no chão) pela manha por três ou sete dias consecutivos, chamando Èlegbara e Ìyàmi-òsòróngà e espargindo dendê por cima do ovo cru, este, é um simples e poderoso ritual do culto de Ìyàmi-òsòróngà, o qual tem a finalidade de afastar qualquer tipo de dificuldade ou prejuízo acalmando qualquer energia avessa do caminho de uma pessoa.
Como relata ifá, o ”Ovo de pato” é o símbolo da vida e umas das proibições de Ikú (morte), a utilização do ovo de pata cru, é essencial principalmente em certos rituais e seu, com finalidade de quebrar a força da morte, doença e perdas, assim uma pessoa sairá vitoriosa obtendo longevidade, saúde e ganhos. Quando cozido e esfarinhado é utilizado como agente purificador passando pelo corpo de uma pessoa em èbós de Egungun ou Onilé (para dentro da terra), também como casca e tudo é transformado a pó (seco ao sol) utilizado no igbà-Orì e assentamentos dos Òrìsá de relação com ikú Ex: Èsú, Ògún, Òbálúwàiyé, Iyewá, Òmòlú, Erinlè, Ibeji, Sàngó, Oyà, Iyémowo, Òòrìsànlà, Ajaguémó, Iroko, Yòbá, Onilé, Egungun e Gèlèdè.
Como relata Ifá, o único Òrìsá que não possui relação com ikú é o òrìsá Òsún, por ela não aceitar qualquer relação com situação de morte, também não aceita que os animais em seu culto sejam sacrificados (mortos) em cima de seu Okuta. Por esse motivo não admite a utilização de qualquer utensílio de cor escura, marfim, osso, buraco, agressividade e doença, os quais possuem totais relações com a morte. Isto também explica o porquê Òsún não aceita que suas filhas morram facilmente, assim Òsún os protege dando longa-vida numa ação de prolongar o Maximo o contato com a morte, todos esses aspectos de Òsún estão relatados nos Itãns do Odu Ósé.
Assim, o ovo de pata é amplamente utilizado nos “Èbós–Aiku” (sacrifício de longevidade) tirando qualquer tipo de morte, seja material, espiritual, financeira ou sentimental. Fica claro que o ovo utilizado na casa de Òrìsá é um elemento de Ìyàmi-òsòróngà sendo um utensílio de muito àsé.
Classificação dos Ovos
Ovo de galinha cru – purifica e tranquiliza.
Ovo de galinha cozido – tirar doenças.
Ovo de galinha esfarinhado – neutralizar negatividade do ambiente, atrair prosperidade e abundancia
Ovo de pata cru – enfraquece a força da morte, doenças graves e perdas.
Ovo de codorna – Neutraliza feitiço.
Ovo de D’angola – propicia dinheiro, sorte, prosperidade riqueza e sucesso nos negócios.
Ovo de pombo – propicia tranqüilidade e fertilidade.
sábado, 28 de janeiro de 2017
O Suicida
Salve a todos os nossos amigo e seguidores.
Garimpando encontrei este excelente e esclarecedor texto que fala sobre o suicídio e resolvi publicar. infelizmente não encontrei o Autor para dar os devidos créditos. Mas enfim...
Boa leitura a todos.
(RESUMO) O QUE ACONTECE COM UM SUICIDA LOGO APÓS A MORTE?
Se você está pensando em se suicidar deve estar procurando saber o que acontece com um suicida logo após a morte, correto? Eu não tenho boas notícias para você. O suicida é sem dúvida é o ser que mais sofre após a morte.
Primeiro você precisa saber que nada se perde neste universo. Ao morrer seu corpo volta para a Terra e sua mente, sua consciência, seu EU, que chamamos de alma não desaparece. Ele continua viva. O que da vida a seu corpo é justamente a existência da sua alma que anima a matéria.
Então tentar se matar achando que você será apagado do universo, apagado para sempre é uma tolice. O seu corpo realmente vai se decompor, e vai desaparecer na Terra, mas você continua existindo.
A morte não é um processo automático. É necessário um determinado tempo para que a alma se desconecte do corpo. É necessário tempo para que a alma deixe de sentir as impressões do corpo. Quando a pessoa esta doente este desligamento é gradual e segue um processo natural. Por isso que dizemos que a melhor forma de morrer é através da velhice quando ocorre o falecimento gradativo dos órgãos e o desligamento gradativo da alma.
No caso do suicídio não existe um desligamento da alma no corpo. Se o suicida da um tiro na cabeça ele sente a dor terrível do tiro e continua sentindo a dor e os efeitos do tiro depois de morto. Uma pessoa que pula de um determinado local para se suicidar continua sentindo as dores do corpo quebrado depois do impacto.
(Revelação 9:6 TNM) E, naqueles dias, os homens procurarão a morte, mas de modo algum a acharão, e desejarão morrer, mas a morte estará fugindo deles. (porque a alma não morre)
Logo depois do ato suicida vem o momento de loucura. O suicida não é uma pessoa emocionalmente e mentalmente equilibrada. Ao perceber que não existe a morte da sua consciência, e que ele continua vivo, pensando, sentindo, enxergando, bate um desespero e a loucura.
Muitos suicidas têm o desprazer de sentir seus corpos decompondo. Apos um longo e sofrido desprendimento da matéria em decomposição, normalmente o suicida é levado para um local referenciado em muitos livros psicografados como “Vale dos Suicidas”.
Do outro lado as pessoas com personalidade parecida se unem em determinados locais. Aqui na Terra também funciona assim. As pessoas de personalidade parecida costumam se reunir. Na Internet onde não temos limites geográficos temos grupos de pessoas que tem afinidades que se reúnem em grupos virtuais como o Orkut ou face book.
Desta forma os suicidas são atraídos para locais repletos de pessoas que também cometeram suicídio pois, ali existe uma compatibilidade de pensamentos e sentimentos.
Não é preciso fazer muita força para imaginar como seria um local com centenas de milhares de suicidas com o coração cheio de remorso, vingança, raiva, medo e dor. Não é um lugar bonito, cheiroso e organizado. É um verdadeiro caos, ou o que podemos imaginar como um verdadeiro inferno.
Mas porque o suicida não recebe ajuda?
Da mesma forma que aqui no nosso mundo, lá do outro lado às pessoas só podem ser ajudadas quando realmente desejam serem ajudadas. Você só pode recuperar um drogado se ele deseja sair da droga. Você só pode ajudar uma pessoa afundada pela vingança se ela está verdadeiramente disposta a perdoar. Como curar o fumante a força? Sentimentos negativos como a raiva, remorso, vingança prende o espírito do suicida a uma camada de nível vibracional muito baixo por ser esta camada compatível com seus sentimentos negativos.
Tirar um suicida deste lugar só é possível quando ele por conta própria consegue eliminar todos os sentimentos negativos que o fazem ficar em sintonia com este lugar. Se possui o sentimento de vingança por alguém o espírito precisa perdoar e se livrar deste sentimento.
(Esse foi um dos objetivos de Alan kardeque quando aprendeu a entender o espiritismo, ajudando essas almas a ser doutrinadas e encontrar salvação. )
Se tem autopiedade, ou seja, pena de si mesmo precisa eliminar este sentimento. Se é arrogante, invejoso, se é alimentado por raiva, precisa “queimar” estes sentimentos. E infelizmente isso costuma acontecer diante do sofrimento. Quantas coisas na vida só aprendemos depois que sofremos as consequências dos nossos atos? Lá do outro lado é a mesma coisa.
Legiões de bons espíritos estão sempre vasculhando o lodo do Vale dos Suicidas em busca de pessoas que estejam prontas para receber ajuda. Infelizmente o suicida não é uma pessoa que não gosta de pedir ajuda. Se não fosse assim não teria cometido o suicídio, teria procurado ajuda em vida. Ele está tão mergulhado em seus sentimentos negativos e egoísmo que não consegue ver e aceitar qualquer ajuda.
Se você tem um amigo ou parente que cometeu o suicídio saiba que é possível ajudar. A ajuda pode ser feita através de orações, oferendas e doutrinações. Orando para que o suicida se perdoe. Normalmente o suicida se arrepende muito e fica se culpando pelo ocorrido. Então ele precisa primeiro se perdoar pelo erro cometido. Precisa perdoar as pessoas envolvidas. Precisa retirar da alma toda raiva que possa ter de alguém, ou qualquer sentimento de vingança. O Suicida precisa ter a humildade para pedir ajuda. Você também pode orar para que as entidades superiores possam ajudar neste resgate. A oração e o pensamento positivo podem ajudar muito.
ATENÇÃO: Grande parte das pessoas que pensam cometer suicídio, possuem uma doença física ou espiritual e podem ser facilmente tratadas. Muitas destas pessoas não sabem que possuem este desejo por sofrerem de depressão, transtornos de humor, transtornos mentais. A falta de um simples medicamento ou o mau uso de alguma substância como cafeína, drogas, bebidas, remédios pode levar ao desejo de cometer o suicídio. Desta forma é fundamental que a pessoa procure ajuda médica. Procure a ajuda de um médico, babalorixa, pastor, padre psiquiatra ou psicanalista ou faça uma consulta a um médico e inicie um tratamento, sua vida pode mudar para melhor de um dia para o outro.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
Orixá Regente do Ano de 2017
Segundo a
tradição Astrológica, nosso planeta Terra é influenciado em
ciclos de 36 em 36 anos e por ciclos menores anuais, por um
planeta regente. Cada ciclo anual tem um planeta que rege a
Terra, mas sempre influenciado pelo planeta regente do ciclo maior,
que rege também o ano do inicio deste ciclo.
Em
algumas escolas Umbandistas associamos os planetas a alguns
Orixás. O Sol a Oxalá, Vênus a Oxum, Mércurio a Oxossi, A Lua a
Iemanjá, Saturno a Obaluaê, Júpiter a Xangô e Marte a Ogum. Não
por coincidência também regentes dos Tronos Divinos Universais,
Orixás que irradiam seu Axé a todos e a tudo o tempo inteiro.
Neste ano
de 2016 o planeta Regente foi o Sol e como Orixá Oxalá,
como mencionei, que também é o regente deste ultimo Ciclo dos 36
anos, que finaliza agora este ano.
Em
2017, um novo Ciclo de 36 anos se inicia, onde a regência será
do planeta Saturno, Orixá Obaluaê, que também regerá o Ciclo
anual, pois é o primeiro ano deste ciclo. Nos
próximos anos subsequentes, um planeta e Orixá assume a
regência, mas sempre sobre a influencia de Obaluaê.
Em
2013 a regencia tambem foi de Obaluaê, sendo que como o regente do
Ciclo de 36 anos era Oxalá, toda a ação do orixá Obaluaê sobre
nosso planeta, teve forte influencia do trono da Fé.
Deixo
abaixo o link do post que fiz sobre a regencia deste ano:
Este
ano toda a regencia pertence a Obaluaê, que representa tudo aquilo
que diz respeito à nossa responsabilidade e às nossas Obrigações,
conosco mesmo e com a sociedade em que vivemos.
Obaluaê
é um Orixá temido, implacavel e insensível que veta nossas
expectativas e esperanças, mas na grande verdade um Orixá
incompreendido pois como um severo mestre ancião nos transforma com
sabedoria e ponderação,nos fazendo crescer, amadurecer e evoluir.
Embora
saibamos que todas vibrações Divinas estão presentes em todos
os ciclos, a influencia da regencia de obaluâe pede
atenção, pois o processo evolutivo e transformador deste ciclo,
propicia o amadurecimento, seja pela compreenção racional, ou pela
dor. Por
outro lado, com sua energia telurica, Obaluaê tambem é um Orixá
consolilidador e estruturador. Ele propicia solidez para que
possamos alicerciar e fundamentar nossos projetos de vida,
permitindo seu progresso. Está muito ligado a tudo que diz
respeito a nossao vida profissional. É fator primordial no
andamento de tudo o que esperamos em nossa vida, por isso é
fundamental o exercicio da paciencia e da perseverança para que
possamos receber o que é de melhor de Obaluaê.
Este
ano de 2017 será uma ano de transformações para a
estabilidade que o ciclo que se inicia impõe. O planeta
e os seres que o habitam, no ultimo ciclo foram testados e
exauridos em sua Fé e confiança, para aqueles que prostelaram
possam evoluir e alcançar a estabilidade.
Um
Otimo ano de 2017 a todos e muita saude sobre o amparo de Nosso Pai
Obaluaê.
Atotô
Obaluaê, Silêncio o senhor da Terra chegou.
terça-feira, 1 de novembro de 2016
O DIA DE FINADOS NA UMBANDA
Neste mês de novembro, no dia 02,temos por tradição o dia de finados.
Para nós, umbandistas, esta data tem grande importância por tratar-se do dia em que louvamos a força e o poder do Divino Orixá Pai Omulu, o Senhor da Morte e das Transições no Universo Divino.
De uma forma geral, na sua doutrina, a umbanda se apega intensamente na Vida, ou seja,em como devemos nos comportar enquanto encarnados para então, quando chegar a hora do desencarne, podermos garantir um lugar bom nas esferas espirituais.
Hoje, quero comentar sobre a visão da morte e a importância da mesma, sendo que cultuamos uma Divindade regente desse sentido da vida.
Para a Umbanda a morte do corpo físico não é o fim da vida. Entende-se apenas como o fim de um ciclo, ou seja, da passagem encarnatória. Após o ato da morte física do ser encarnado, este será encaminhado para uma esfera espiritual condizente com seus atos e vibração emocional acumuladas durante a passagem no corpo físico.
Aqui no plano físico ,estamos numa esfera neutra ou mista,onde tudo se encontra,sem distinção.
Já no plano astral,os seres vivem em realidades dimensionais pertinentes às suas condições emocionais e vibracionais.
Logo,se o ser vibrar ódio,um lugar com seres odiosos será sua morada.Se vibrar o amor,sua morada será um lugar agradável.Nós somos aquilo que criamos ao nosso redor e a realidade que desenvolvemos é a que levamos além do pós morte.
Então,nada se acabará com o fim da vida física,quando o corpo perece este é o fim de uma etapa e o início de outra.Morremos para o mundo físico e renascemos para o mundo espiritual.Assim ,o contrário acontece quando reencarnamos:”morremos”para a vida no plano etérico e nascemos para o plano físico.
Nós umbandistas,devemos nos preocupar com o que criamos na nossa vida,pois já podemos desconfiar do resultado no desencarne.A Umbanda não crê em ressureição,como não crê em um Salvador ou Messias resgatador de seu rebanho,uma vez que ela prega a transcendência que cada ser deve alcançar.Ninguém fará nada por ninguém,cada qual com seu quinhão.No entanto,a crença no reencarne é a explicação do resgate dos débitos e aprendizado constante do ser.
No dia de finados,é fundamental que o umbandista,ao realizar o culto ao Divino Orixá Pai Omulu,vibre seus pensamentos nos antepassados,seus parentes desencarnados,solicitando ao Pai Omulu que ilumine a todos ,pois se algum antepassado estiver precisando de ajuda por estar perdido nas suas questões emocionais e ainda não ter alcançado a luz,pode ser oportuno de acontecer este resgate,e,aquele que já esteja em situações privilegiadas,então se sentirá gratificado pelas vibrações,além de ser o momento de demonstrar gratidão aos antepassados que promoveram a sua passagem presente.
O culto ao Orixá Omulu é o momento de exaltação da Divindade e o que mesmo representa, pois como entendemos que ele é a Divindade do “fim”, logo ele não está presente apenas na tão temida morte física, gerando uma imagem temerosa em relação a esse Orixá. Sua vibração se faz presente centenas de vezes durante nossa Vida, por exemplo, o fim um relacionamento amoroso é o rompimento de cordões emocionais e o fim de um ciclo de convivência entre duas pessoas. Neste momento de finalização lá está presente a vibração desse Orixá para encaminhar os envolvidos em seus caminhos individuais, também posso citar a mudança de emprego, de moradia, fim de amizade, etc...
Sempre em situações, principalmente de rompimentos ou encerramentos de ciclos,é esta a vibração divina que se faz presente na Vida dos envolvidos. Mesmo ficando a cargo de cada um a colheita necessária após o desencarne, a Umbanda tem na Cerimônia Fúnebre a preocupação de garantir que o espírito desencarnado fique a cargo da Lei Divina e não tenha problemas maiores com ataques de espíritos negativos .
Existe todo um procedimento para a Cerimônia do Funeral Umbandista, que é realizado pelo Sacerdote, um ajudante e um parente antes da cerimônia Social.
Autor Rubens Saraceni
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
A Cremação na Visão Espiritualista
Os gregos, os romanos, os tailandeses, indianos e grande parte dos orientais utilizam a cremação há muitos e muitos anos.
Para as religiões do Oriente, queimar o cadáver é uma prática consagrada, pois o fogo tem uma função regeneradora, eliminando os defeitos da pessoa e libertando sua alma. No Ocidente, os gregos, por volta do 10 a.C., queimavam seus soldados mortos em batalha, para facilitar levá-los de volta a sua terra natal, aos seus familiares. Os nórdicos, que acreditavam assim libertar o Espírito de seu arcabouço físico e evitar que o desencarnado pudesse causar danos aos encarnados. A ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana), desde 1970, aceita a cremação e realiza todos os sacramentos aos cremados.
Alguns estudiosos do meio ambiente vêm denunciando a superlotação nos cemitérios. A má conservação destes pode gerar o necrochorume, um líquido formado a partir da decomposição dos corpos que podem conter resíduos perigosos, doenças infectocontagiosas, bactérias patogênicas, contaminando lençóis freáticos e o subsolo ao redor. Embora para alguns este tema seja chocante, há bastante lógica quando eles alegam o uso da cremação diminuiria os encargos básicos econômicos, como por exemplo: adquirir terreno para construir jazigo; a manutenção das tumbas; nas grandes capitais falta de espaço para construir cemitérios etc. Além disso, em cidades como São Paulo, por exemplo, enquanto o enterro mais simples fica em mais de R$ 200,00, o crematório publico cobra pouco mais de R$ 100,00.
Emmanuel, espírito, no livro “Caminhos de Volta”, psicografado por Chico Xavier, relata:
“De quando em quando, amigos da Terra nos inquirem com respeito aos resultados possíveis da cremação que tenhamos porventura experimentado após o afastamento do corpo denso.
E efetivamente o assunto se reveste de significação e proveito, pelas repercussões do processo crematório no plano espiritual.
Por muito se examine, no mundo, a presença da morte física, conferindo-se-lhe foros de igualdade em quaisquer circunstâncias, o óbito não é idêntico no caminho de todos. (grifo nosso)
…. Além da existência comum na Terra, nem todas as criaturas se observam imediatamente exoneradas da inquietação e do trauma, da ansiedade ou do apego exagerado a si próprias.
Temos companheiros que, na desencarnação pelo fogo se liberam de improviso de qualquer conexão com os recursos que usufruíram na experiência material. Entretanto, encontramos outros, em vasta maioria, que embora a lenta desencarnação progressiva que atravessaram, se reconhecem singularmente detidos nas impressões e laços da vida material, notadamente nas primeiras cinqüenta horas que se seguem à derradeira parada cardíaca no carro fisiológico. Fácil observar, em vista disso, que o período de espera, no espaço razoável de setenta e duas horas, entre o enrijecimento do corpo físico e a cremação respectiva, é tempo valioso para a generalidade de todos aqueles que se encontram em trânsito de uma vida para outra.( grifo nosso)Obs.: Nos locais onde têm crematórios, há uma sala frigorífica onde pode ocorrer este período de espera.
Isso é compreensível porque se muitos irmãos dispensam semelhante cuidado, desde os primeiros instantes de silêncio no cérebro, outros, aos milhares, se observam vinculados aos tecidos inertes de que já se desvencilharam, no anseio, embora vão, de revivescê-los. À face do exposto, nós, os amigos desencarnados, nada poderíamos aventar fundamentalmente contra a cremação. No entanto, entendendo que os nossos amigos – os homens da Esfera Física – ainda não dispõem de instrumento para analisar os graus de extensão e de intensidade do relacionamento entre o espírito recém-desencarnado e os resíduos sólidos que lhes pertenceram no mundo, consideramos justo que se lhes rogue o citado período de repouso, a favor dos chamados mortos, em câmara fria que lhes conserve a dignidade da forma. Depois disso o sepultamento ou a cremação nada mais representam, para a alma, que a desagregação mais lenta ou mais rápida das estruturas entretecidas em agentes físicos, das quais se libertou.”
Emmanuel ainda em outro livro – “O Consolador”, questão 151, opina:
“Na cremação, faz-se mister exercer a piedade com os cadáveres, procrastinando por mais horas o ato de destruição das vísceras materiais, pois, de certo modo, existem sempre muitos ecos de sensibilidade entre o Espírito desencarnado e o corpo onde se extinguiu o tônus vital, nas primeiras horas seqüentes ao desenlace, em vista dos fluidos orgânicos que ainda solicitam a alma para as sensações da existência material.”
Temos aqui algumas observações a fazer. No Brasil, a cremação é regulamentada por lei (Lei dos Registros Públicos nº 6015, de 31/12/1973, no artigo 77, parágrafo 2º). Só pode ser cremado quem em vida fez uma declaração registrada em cartório com este desejo. Assim, supõe-se que quem o fez, está se preparando para o desfecho com o devido desprendimento dos laços físicos. Ocorre, porém, que algumas pessoas sofrem de pânico ao pensar que poderão ficar presas sob a terra, e depois seus restos mortais serão consumidos por larvas e microrganismos, esquecendo-se que aquilo nada mais é do que uma capa, que está vazia de sensibilidade e alma há muito. Para estes, será bastante penoso ver, que somente sobraram cinzas daquele que fora um dia. Inevitável é que cada um terá de pensar sobre isso alguma hora, e preparar-se o mais adequadamente possível. Penso que o melhor preparo é vivendo, vivendo plenamente o dia a dia. Não loucamente como alguns citam, “como se não houvesse amanhã”, mas comedidamente, buscando a verdadeira fonte de felicidade em cada dia, mas não voláteis e ilusórios momentos de intensidade e sensação duvidosos.
Leon Denis , nos idos de 1905 ,na obra “O Problema do Ser, do Destino e da Dor,” já comentava que, ao consultar os Espíritos sobre a cremação de corpos, concluiu que em tese geral, a cremação provoca desprendimento mais rápido, mas brusco e violento, doloroso mesmo para a alma apegada à Terra por seus hábitos, gostos e paixões. Continuando o relato, ele escreveu:
“…É necessário certo arrebatamento psíquico, certo desapego antecipado dos laços materiais, para sofrer sem dilaceração a operação crematória. É o que se dá com a maior parte dos orientais, entre os quais está em uso a cremação. Em nossos países do Ocidente, em que o homem psíquico está pouco desenvolvido, pouco preparado para a morte, à inumação(enterro) deve ser preferida, posto que por vezes dê origem a erros deploráveis, por exemplo, o enterramento de pessoas em estado de letargia. Deve ser preferida, porque permite aos indivíduos apegados à matéria que o Espírito lhes saia lenta e gradualmente do corpo; mas, precisa ser rodeada de grandes precauções. As inumações são, entre nós, feitas com muita precipitação.”
Também o Irmão X no livro “Escultores de Almas”, psicografado por Chico Xavier nos adverte :
“…a atitude crematória é um tanto precipitado, podendo vir a ter conseqüências desagradáveis para o Espírito desencarnante: … morrer não é libertar-se facilmente. Para quem varou a existência na Terra entre abstinências e sacrifícios, a arte de dizer adeus é alguma coisa da felicidade ansiosamente saboreada pelo Espírito, mas para o comum dos mortais, afeitos aos comes e bebes de cada dia, para os senhores da posse física, para os campeões do conforto material e para os exemplares felizes do prazer humano, na mocidade ou na madureza, a cadaverização não é serviço de algumas horas. Demanda tempo, esforço, auxílio e boa vontade. Eis porque, se pudéssemos, pediríamos tempo para os mortos. Se a lei divina fornece um prazo de nove meses para que a alma possa nascer ou renascer no mundo com a dignidade necessária, e se a legislação humana já favorece os empregados com o benefício do aviso prévio, por que razão o morto deve ser reduzido a cinza com a carne ainda quente?”
Na Umbanda, alguns babalorixás são contra, considerando que o corpo deve ser devolvido à Natureza e à Nanã. Já Ramatis, dá a entender que os corpos inumados (enterrados) podem sofrer a ação vampirizadora de alguns espíritos que ficam em busca de restos de energia vital . Esta teoria eu questiono um pouco, primeiro porque há guardiões habilitados, sob a chefia do Pai Omulu, para que tal não aconteça. Por outro lado, como é necessário esperar alguns dias, nada impede que aquele espírito devedor, ao desencarnar seja perseguido mesmo nas câmaras frigoríficas de um crematório.
Outra corrente, baseada no que Chico Xavier falou há muito tempo,em entrevista ao “Pinga fogo”, ele afirmou que durante a cremação, que ocorre a 1.200 oC, pode haver dano do próprio perispírito, que é uma espécie de matéria quintessenciada.. Particularmente não concordo, exceto naqueles casos em que o desencarnado não conseguiu, por falta de méritos, auxilio das equipes espirituais especializadas em desligar o corpo físico dos envoltórios perispirituais e rompimento do cordão de prata. Neste caso ele sofrerá por tempo variado a impressão de deformação de sua forma perispiritual.
São idéias e afirmações suficientes para que façamos uma boa reflexão, e que cada um tire suas conclusões, sóbrias, equilibradas, vistas e um modo sereno e lúcido.
Que todos fiquem sob as bênçãos do Pai, e cada um tenha uma boa hora em todos os momentos, valorizando a Vida e sabendo que somos imortais.
Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ
Fontes consultadas:
Simonetti, Richard.Quem tem Medo da Morte?. SP: editora CEAC, 1987.
Xavier, Francisco Cândido Caminhos de volta- ditado pelo espírito Emanuel
Xavier, Francisco Cândido. O Consolador, ditado pelo Espírito Emmanuel, RJ: Ed. FEB 11 ª edição, 1985, pg 95.
Xavier, Francisco Cândido. Livro: Palavras de Emmanuel
Xavier, Francisco Cândido. Escultores de Almas. Ditado pelo espírito Irmão X
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
TRABALHOS DE CACHOEIRA
Vamos falar um pouco sobre os trabalhos feitos na cachoeira?.
No mês de Outubro acontecem muitos trabalhos na cachoeira devido ao dia que homenageamos Oxum mas você sabe a importância de um trabalho feito na cachoeira, nas matas, ou na praia?
Os trabalhos na cachoeira são de extrema importância na nossa Umbanda, assim como todo trabalho feito ao ar livre, onde se têm mais presentes as forças da natureza. A cachoeira é cuidada por Oxum em conjunto com Xangô, que é dono das pedreiras. A vibração que existe nesse ambiente é extremamente pura e limpa e por isso usamos dessa energia para fazer trabalhos para todos Orixás e Guias.
Toda parte da natureza pertence a alguma Entidade, assim como podemos citar o exemplo de que ninguém vai à praia sem pedir licença a Iemanjá. Mas o que acontece é que poucas vezes paramos pra pensar que junto dela existem outros guardiões daquele lugar. Vamos voltar ao assunto da cachoeira e explicar desde que se entra nela.
Quando entramos numa cachoeira, geralmente ela está dentro de uma mata, e quem toma conta da boca da mata? Exu. Por esse motivo, antes de mais nada, deve-se pedir licença a Exu da Boca da Mata. Em seguida, o dono das folhas que com toda certeza precisaremos tocar e usar em nossos trabalhos e essa é a hora de pedir licença a Ossain, o dono das folhas. Em seguida temos Oxóssi como o dono da mata toda e Oxum e Xangô lá na cachoeira.
O momento de entrada do ambiente sagrado é importante para que desde o início dos trabalhos aquelas forças todas acompanhem cada um que as chama com fé. Usar as ervas de Ossain sem pedir licença a ele é como uma ofensa, já que você não ia gostar que pegassem algo seu sem permissão, não custa pedir ao dono que ele ajude e também zele por você.
Os banhos de cachoeira descarregam e purificam nosso lado material e espiritual, sendo capaz de eliminar cargas de “feitiçarias”, feridas que não podem ser vistas e médico algum consegue curar, e assim por diante. Claro que isso tudo acontece tendo o auxílio do trabalho espiritual.
Para que seja feita a gira na cachoeira, é necessário que antes de começar o trabalho, o local seja preparado sem resto de trabalhos e oferendas feitas por outros terreiros pois não se sabe a procedência dos trabalhos e nem o que fazem ali de fato. Para iniciar a gira, normalmente é feito o defumador antes de mais nada e as oferendas aos Orixás. Só depois então, tem-se o início da gira onde cantamos e louvamos cada um dos Orixás.
Nesse dia, nem sempre se canta para todos os guias espirituais pois nem todos eles têm a necessidade de fazer trabalhos na cachoeira, enquanto outros podem fazer um trabalho com muito mais força e energia se for na cachoeira como os Caboclos, Boiadeiros e Erês.
Algumas vezes também é feito o Amaci que é basicamente um banho feito com as ervas de Ossain, que o Pai de Santo joga em nossas cabeças para que possamos naquele momento fortificar nossa ligação com nossos Orixás protetores e Guias Espirituais. Após esse “banho” o indicado é que se fique durante os 3 dias seguintes sem lavar a cabeça e sem sair no sol ou no sereno com a cabeça destampada, então as mulheres costumam usar panos de cabeça brancos ou turbantes e os homens usam o eketé ou boné de cor clara.
Nossos trabalhos na cachoeira são feitos geralmente uma vez ao ano com os médiuns da casa e não são feitos para benefício de uma pessoa apenas, mas sim em prol do desenvolvimento de cada um, fortalecimento da casa e de todos que a frequentam.
Vale lembrar que o que escrevemos em nossa página e jornais, é sempre partindo dos princípios e ensinamentos da nossa casa espiritual e nem sempre funciona da mesma maneira em outras casas, o que não significa que um melhor ou pior que o outro. Cada um tem sua forma de trabalhar
Autor: Amanda Cunha (Casa Pai Joaquim de Angola)
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